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SHEMA YSRAEL, YAOHUH ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! -DEUT 6:4

Escuta Ysrael! O Eterno é nosso Criador, o Eterno é um Só!

 

JUDEUS, GENTIOS E GREGOS NA IGREJA DO I SÉCULO

Quem são os Gentios?

Nota de o Caminho: Usamos em nossas pesquisas as versões bíblicas Almeida Revista e Corrigida (ARA); a Bíblia Hebraica (VT - SEFER); A Bíblia de Jerusalém (ICAR); a Novo Mundo (TJ); a B’rit Chadashá (NT- NAZARENOS). Os textos aqui postado vem da Tradução Brasileira (TB) eletrônica.

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Atente para estes textos:

Habitavam então em Jerusalém judeus, homens piedosos, de todas as nações que há debaixo do céu... a Frígia e a Panfília, o Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, Atos 2:5,10.

E, havendo um motim tanto dos gentios como dos judeus, juntamente com as suas autoridades, para os ultrajarem e apedrejarem... Sobrevieram, porém, judeus de Antioquia e de Icônio e, havendo persuadido as multidões, apedrejaram a Paulo, e arrastaram-no para fora da cidade, cuidando que estava morto. Atos 14:5,19.

AQUI LUCAS FALA DE JUDEUS E GENTIOS!!!

Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga dos judeus... E logo, de noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; tendo eles ali chegado, foram à sinagoga dos judeus... Argumentava, portanto, na sinagoga com os judeus e os gregos devotos, e na praça todos os dias com os que se encontravam ali. Atos 17:1,10,17.

Ele discutia todos os sábados na sinagoga, e persuadia a judeus e gregos. Atos 18:4. Durou isto por dois anos; de maneira que todos os que habitavam na Ásia, tanto judeus como gregos, ouviram a palavra do Senhor. Atos 19:10.

PORQUE AQUI ELE FALA DE JUDEUS E GREGOS? Continuando...

...testificando, tanto a judeus como a gregos, o arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Yaohushua. Atos 20:21.

MAS...

...e vindo ter conosco, tomou a cinta de Paulo e, ligando os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Santo Espírito: Assim os judeus ligarão em Jerusalém o homem a quem pertence esta cinta, e o entregarão nas mãos dos gentios. Têm sido informados a teu respeito que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a se apartarem de Moisés, dizendo que não circuncidem seus filhos, nem andem segundo os costumes da lei. Atos 21:11,21.

PORQUE NAS MÃOS E ENTRE OS GENTIOS; E, NÃO GREGOS?

Pois quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; É porventura Deus somente dos judeus? Não é também dos gentios? Também dos gentios, certamente, Rom 3:9, 29.

LEIA ESTE CAPÍTULO TODO (CONTEXTO) PARA VER QUE PAULO FAZ DISTINÇÃO ENTRE JUDEUS, GENTIOS E GREGOS... retrocedamos aos evangelhos:

A terra de Zabulom e a terra de Naftali, o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios, Mat 4:15 cf Isa 9:1.

E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis demais? não fazem os gentios também o mesmo? Mat 5:47. E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios; porque pensam que pelo seu muito falar serão ouvidos. Mat 6:7. A estes doze enviou Yaohushua, e ordenou-lhes, dizendo: Não ireis aos gentios, nem entrareis em cidade de samaritanos; Mat 10:5.

ONDE FICAVA A SAMARIA? E, SEGUNDO ISAÍAS, ONDE ESTAVAM OS GENTIOS?

Eis aqui o meu servo que escolhi, o meu amado em quem a minha alma se compraz; porei sobre ele o meu espírito, e Ele anunciará aos gentios o juízo. Mat 12:18.

PORQUE NÃO AOS JUDEUS?

...luz para revelação aos gentios, e para glória do teu povo Israel. Luc 2:32.

YAOHUSHUA, COMO GALILEU, ERA UM GENTIO (CASA DE ISRAEL). ELE VEIO PARA LIBERTAR OS GENTIOS (israelitas provenientes das 10 tribos espalhadas pelas nações):

Mateus 10:6  ...mas, de preferência, procurai as ovelhas perdidas da casa de Israel;

Mateus 15:24  Mas Yaohushua respondeu: Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel.

Atos 2:36  Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Yaohushua, que vós crucificastes, YAOHUH UL o fez Mestre e Cristo.

SOMENTE PARA A CASA DE ISRAEL

Hebreus 8:8  E, de fato, repreendendo-os, diz: Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei e renovarei a  aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá,

DUAS CASAS!!! CONFIRMANDO: QUEM ERA A CASA DE ISRAEL? QUAL FOI A PROMESSA DADA À ESTA CASA?

Veio a mim a palavra do ETERNO, dizendo: Filho do homem, quando a casa de Israel habitava na sua terra, então eles a contaminaram com os seus caminhos e com as suas ações. Como a imundícia de uma mulher em sua separação, tal era o seu caminho diante de mim. Derramei, pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra, e porque a contaminaram com os seus ídolos; e os espalhei entre as nações, e foram dispersos pelas terras; conforme os seus caminhos, e conforme os seus feitos, eu os julguei. E, chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois se dizia deles: São estes o povo do ETERNO, e tiveram de sair da sua terra. Mas eu os poupei por amor do meu santo nome, que a casa de Israel profanou entre as nações para onde foi. Dize portanto à casa de Israel: Assim diz o ETERNO CRIADOR: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel; mas em atenção ao meu santo nome, que tendes profanado entre as nações para onde fostes; e eu santificarei o meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; e as nações saberão que eu sou o ETERNO, diz o Todo-Poderoso, quando eu for santificado aos seus olhos. Pois vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o meu Espírito (YAOHUSHUA), e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis. E habitareis na terra que eu dei a vossos pais, e vós sereis o meu povo, e eu serei o vosso Deus. Pois eu vos livrarei de todas as vossas imundícias; e chamarei o trigo, e o multiplicarei, e não trarei fome sobre vós; mas multiplicarei o fruto das árvores, e a novidade do campo, para que não mais recebais o opróbrio da fome entre as nações. Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos, e dos vossos feitos que não foram bons; e tereis nojo em vós mesmos das vossas iniqüidades e das vossas abominações. Não é por amor de vós que eu faço isto, diz o Senhor Deus, notório vos seja; envergonhai-vos, e confundi-vos por causa dos vossos caminhos, ó casa de Israel. Assim diz o Senhor Deus: No dia em que eu vos purificar de todas as vossas iniqüidades, então farei com que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares devastados. E a terra que estava assolada será lavrada, em lugar de ser uma desolação aos olhos de todos os que passavam. E dirão: Esta terra que estava assolada tem-se tornado como jardim do Éden; e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas, estão fortalecidas e habitadas. Então as nações que ficarem de resto em redor de vós saberão que eu, o Senhor, tenho reedificado as cidades destruídas, e plantado o que estava devastado. Eu, o Senhor, o disse, e o farei. Assim diz o Senhor Deus: Ainda por isso serei consultado da parte da casa de Israel, que lho faça; multiplicá-los-ei como a um rebanho. Como o rebanho para os sacrifícios, como o rebanho de Jerusalém nas suas solenidades, assim as cidades desertas se encherão de famílias; e saberão que eu sou o Senhor. Eze 36:16-38

O ETERNO PROMETERIA ALGO QUE NÃO PUSESSE CUMPRIR? AGORA OBSERVE ESTA PASSAGEM:

E ainda: Louvai ao Senhor, todos os gentios, e louvem-no, todos os povos. E outra vez, diz também Isaías: Haverá a raiz de Jessé, aquele que se levanta para reger os gentios; nele os gentios esperarão. Rom 15:11,12.

O APOSTOLO NÃO ESTA SENDO REDUNDANTE? GENTIOS NÃO SERIAM TODOS OS POVOS, SEGUNDO SE CRÊEM? Vejamos mais um texto:

E, havendo grande discussão, levantou-se Pedro e disse-lhes: Irmãos, bem sabeis que já há muito tempo o ETERNO me elegeu dentre vós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho e cressem. Atos 15:7.

AFINAL, QUEM É O  APOSTOLO DOS GENTIOS? PAULO OU PEDRO? Continuando:

Disseram, pois, os judeus uns aos outros: Para onde irá ele, que não o acharemos? Irá, porventura, à Dispersão entre os gregos, e ensinará os gregos? João 7:35.

QUE DISPERSÃO É ESTA? CERTAMENTE NÃO É A DISPERSÃO QUE OCORREU NOS ANOS 70 OU A DO FIM DO SEGUNDO SÉCULO... NÃO!!! OS DISCÍPULOS SE REFERIAM AOS GENTIOS (10 TRIBOS DISPERSAS, CITADAS EM ZACARIAS E OUTROS TEXTOS PROFÉTICOS)...

Em Icônio entraram juntos na sinagoga dos judeus e falaram de tal modo que creu uma grande multidão tanto de judeus como de gregos. Atos 14:1. Argumentava, portanto, na sinagoga com os judeus e os gregos devotos, e na praça todos os dias com os que se encontravam ali. Atos 17:17. VEJA TAMBÉM ATOS 18:4; 19:10,17; 20:21; etc.

GENTIOS (PESSOAS DO MUNDO COMO SE CRÊEM) PODERIA ESTAR PRESENTE DENTRO DAS SINAGOGAS? CERTAMENTE QUE NÃO, EXCETO SE FOSSEM REMANESCENTES DAS 10 TRIBOS DA CASA DE ISRAEL! E, PORQUE LUCAS DIZ GREGOS EM VEZ DE GENTIOS? E PORQUE PAULO ESCREVENDO AOS ROMANOS, AOS CORINTIOS, AOS EFÉSIOS E OUTROS POVOS, PASSA A DIZER: JUDEUS E GREGOS EM VEZ DE JUDEUS E GENTIOS? TAIS GREGOS NÃO SÃO GENTIOS, COMO SE CRÊ? ENTÃO PORQUE A DISTINÇÃO? ORA GENTIO, ORA GREGO... Veja:

Porque não me envergonho do evangelho, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. Rom 1:16.

Paulo não era o apostolo dos gentios? Então porque gregos? REPETIMOS: Porque ele fazia distinção entre judeus (da Casa de Judá) gentios (da casa de Israel – dispersos por entre as nações) e gregos, as nações de seus dias... Sendo assim, não existe a igreja gentílica na concepção que hoje se crê!!!

SOB ESTA ÓTICA PASSAREMOS A EDITAR OS SEGUINTES ESTUDOS RETIRADOS DA NET:

 

Judeus e Gentios

By Ensinando de Sião

Edição de o Caminho

Nota de o Caminho:  A nossa edição ateve-se às palavras “gentio” e variações, as quais foram substituídas por “nações” ou similar, respeitando o contexto ou mantendo-as se assim forem correto ou em relação ao Nome do Criador (YAOHUH UL) assim como ao Nome de Seu Filho, Yaohushua...

De Jerusalém veio a salvação dos judeus, e, por meio da rejeição deles, a salvação a todos os povos. O que não significa que a igreja dispersa por entre as nações tenha tomado o lugar de Israel (casa de Judá) escolhido segundo os planos e as promessas do ETERNO. Jamais! Somos a eles devedores (João 4:22)! Se por meio da sua queda alcançamos a riqueza da salvação, quanto mais na sua plenitude, diz a palavra. O ETERNO mesmo endureceu-lhes o coração (não de todo o povo) para que não cressem, a fim de que, mais tarde, alcançassem misericórdia. Se os judeus são nossos inimigos porque pregamos a Yaohushua e Seu Reino, também são amados por nós, pois através de seus patriarcas veio a nossa fé. E eles, primeiro do que nós, já se relacionavam com o Criador. Israel é a oliveira do ETERNO, onde todos aqueles que recebem a Cristo são também enxertados (Rm 11).

Como fruto deste enxerto, as nações (juntamente com os gentios, à elas miscigenados) e judeus passam a conviver juntos, em amor e comunhão, fazendo TODOS parte da Igreja de Yaohushua. Lamentavelmente, nos dias de hoje, este relacionamento encontra-se muito deteriorado e fora dos princípios e padrões que Yaohushua e seus apóstolos estipularam. Vejamos, então, o que nos dizem as Escrituras em relação a este problema que também existiu na Igreja do primeiro século.

As nações e A Lei de Moisés

Paulo declara às nações (gregos – Rom 3) que de nada lhes vale passar a cumprir a lei com a intenção de serem justificados ou salvos, ou com a intenção de fazerem parte do "povo do ETERNO", tornando-se assim herdeiros das promessas. A única virtude ou meio pelo qual poderão ser justificados é através da fé, que opera por meio do amor manifestado através de Yaohushua (Gal 5:2-6). Em todo o capítulo 5 de sua carta aos Gálatas, assim como no capítulo 4 a partir do verso 21, Paulo lida com o problema de pessoas provenientes das nações que desejavam cumprir a Lei para se tornarem merecedores das bênçãos e das promessas de Abraão*, bem como para alcançarem salvação...."aqueles (gregos) que tentam se justificar pela lei, já estão separados de Cristo, e da graça tem se afastado. Porque nós, judeus, apesar de cumprirmos a lei, não esperamos nela salvação, mas sim, no espírito da fé." (Gal 5:4-5 - traduzido direto do grego). Se analisarmos bem os ensinamentos de Paulo e dos Apóstolos com relação à conduta moral e social dos gregos (arameus nas Escrituras), podemos ver que a lei de Moisés serve como base para tais ensinamentos.

Nota de o Caminho: Na realidade, tais “judaizantes” da carta de Paulo (e de outras) não são JUDEUS recém convertidos ao Caminho... Judeus são circuncidados ao oitavo dia! Estes eram pessoas comuns que querendo fugir das perseguições impostas pelos romanos, queriam se declarar JUDEUS (circuncidando-se), pois havia uma lei (Lei Domínia) que dava certa liberdade de culto a estes... Gal 6:12.

Temos o melhor exemplo disto quando Tiago, em Atos 15:20 estipula mandamentos ou leis às quais os arameus devem seguir (São as chamadas leis Noéticas, que foram dadas à humanidade antes da Lei de Moisés)..."Mas escreve-lhes (aos gentios - goyins) que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado, e do sangue." Estas quatro observâncias para os gentios são nada mais que uma síntese das leis, que são uma só, mas podem ser agrupadas em morais, sociais e cerimoniais de Moisés. É visto aqui que a Lei está sendo claramente utilizada pelos apóstolos não para trazer a salvação aos gentios, mas sim para sua santificação, como povo escolhido do ETERNO por meio, agora, da graça. Tiago também, no verso 21, demonstra que se o gentio quiser saber e aprender mais a respeito da Torah, que o mesmo vá onde a lei é ensinada aos judeus, ou seja, nas sinagogas, já que Moisés tem quem o ensine desde os tempos antigos em cada cidade em cada sinagoga: ..."Porque Moisés, desde os tempos antigos, tem um em cada cidade que o pregue, e cada Sábado, é lido nas sinagogas."

Isto faz a observação de outros aspectos da Lei uma opção pessoal para o gentio, já que Tiago não proíbe o restante da Lei aos mesmos. Ao contrário disto, ele ainda ensina o que o gentio deve fazer o mesmo se quiser aprender mais a respeito da Lei, desde que isto não seja feito com a intenção de justificação (salvação), mas sim de entendimento, qualificação pessoal e santificação.

Nota de o Caminho: Observe que o assunto em Atos 15 é sobre os goyins (Gentios – Israelitas provenientes das dez tribos e espalhados por entre as nações)... Muitos deles, devido à apostasia, nem mesmo eram circuncidado e por isto a discussão. Jamais os apóstolos pensavam em circuncidar um arameu (gregos ou de outras nações). Estavam é sendo zelosos com a lei que foi dada TANTO para judeus como para israelitas (as duas casas). Por isto, lugar de israelita aprender sobre a Lei é na sinagoga! Nunca seria admitido que um pagão freqüentasse tais locais...

Os judeus crentes e a Lei de Moisés

Notemos que o mesmo tratamento não é dado aos judeus. A eles, Paulo ensina que, primeiro, não se deve obrigar o gentio a cumprir a Lei, pois os mesmos fazem parte das promessas de Abraão não pela circuncisão (lei), mas pela fé. "Ora tendo as Escrituras previsto que o ETERNO havia de justificar os gentios pela fé, anunciou primeiro o evangelho para Abraão, dizendo: todas as nações serão benditas em ti. De fato que, se são justificados pela fé, são benditos (gentios) como o crente Abraão." (Efésios 3;8-9). Se voltarmos ao capítulo 15 de Atos, podemos verificar que os chamados Mandamentos Universais foram feitos especificamente para os gentios (não para os demais das nações), determinando o "mínimo" da Lei de Moisés que os mesmo deveriam observar com o intuito de serem santificados e qualificados. Por que não foram estabelecidos também mandamentos específicos para os judeus da primeira igreja? A resposta é: porque a Lei de Moisés era cumprida dentre os judeus da igreja primitiva, e o problema que estava em questão era se os gentios também deveriam, primeiro, cumpri-la como os judeus. Um outro exemplo que prova que os judeus crentes continuavam a cumprir a Lei está em Atos 21:20, em que os anciãos da Igreja de Jerusalém, argumentando com Paulo dizem:..."Bem vês, irmão, quanto milhares de judeus há que crêem, e todos são zeladores da Lei."

Ao longo de todo o capítulo 21 do livro de Atos, vemos Paulo sendo acusado de pregar aos judeus crentes que os mesmos não precisariam cumprir a lei: ..."E já acerca de ti (Paulo) fomos informados de que ensinas a todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo que não devem circuncidar seus filhos, nem andar segundo o costume da Lei." (verso 21). Os anciãos (líderes) da Igreja, então, orientam Paulo para realizar um cerimonial público de purificação no Templo de quatro homens que haviam feito voto de nazireu*, para que todos pudessem ver que os rumores a respeito dele eram falsos, e que ele mesmo era observante da Lei: "...Tomas estes contigo, e santifica-te com eles, e fazes com eles os gastos para que raspem a cabeça, e todos ficarão sabendo que nada há daquilo que foram informados acerca de ti, mas que também tu mesmo andas guardando a Lei" (verso 24). E foi exatamente o que Paulo fez, mesmo sabendo que seria preso por isto: ..."Entrou Paulo, tomando consigo aqueles varões, entrou no dia seguinte no templo já santificado com eles, anunciando serem já cumpridos os dias da purificação, e ficou ali até se oferecer por cada um deles a oferta!" (verso 26).

Nota de o Caminho:  Certamente tais homens não eram judeus e muito menos gregos... Eram israelitas (goyins) que estavam procurando o caminho de casa, senão não teriam feito o voto de nazirado próprio dos hebreus!

Este exemplo da Igreja de Jerusalém e de Paulo deixa claro que o judeu que aceita a Yaohushua como seu Mestre e Salvador, não deve abandonar a observância da lei de Moisés (Dez Palavras). Como pode um judeu deixar de ser judeu por acreditar que um outro judeu é o Filho do ETERNO? Muitos crentes (judeus, gentios e arameus) argumentam contra esta ordenação citando textos do próprio Paulo nas cartas aos Gálatas e aos Efésios. Ora, aos que usam de tais textos para provar que os judeus em Yaohushua não precisam cumprir mais a lei, eu lhes pergunto: Porventura o ETERNO é um deus de confusão? Porventura o Santo Espírito (Yaohushua) é falho por inspirar a mesma pessoa (Paulo) a ter duas opiniões diferentes sobre um mesmo assunto? A resposta é: não! O que acontece é que tais pessoas não entendem as diferentes situações as quais estes textos foram escritos por Paulo.

Como exemplo, temos o capítulo 3 da carta aos Gálatas. Devemos entender que Paulo estava argumentando diretamente com os judeus que estavam obrigando os gentios ao cumprimento da lei, e além de tudo, legalísticamente. Seus argumentos, então, seguem para provar a tais judeus que a dádiva da salvação proveniente do Santo Espírito (Atos 20:28) não provém da Lei, mas sim da fé. Em vão, então, é para o gentio (espalhados por entre as nações até hoje – Rom 11:25) o cumprimento da Lei para sua salvação. Ele tenta provar para os judeus que a Lei não é importante para salvar, sendo assim, absurdo oprimir o gentio à observância da mesma. Paulo, em momento algum, deseja que os JUDEUS deixem de cumprir a Lei, mas sim, que não obriguem e oprimam os gentios por causa da Lei*. Se ele assim o fizesse, estaria sendo falso e hipócrita com base em seu testemunho em Atos, capítulo 21. Já no capítulo 4 de sua carta aos Gálatas (verso 21 e seguintes) e no capítulo 5, Paulo argumenta com gentios que estavam pregando o guardar a lei com o intuito de alcançarem a salvação e a justificação, para fazerem parte do "povo do ETERNO". Seguem-se, então, fortes argumentos para provar a tais gentios que o importante para eles não é se colocarem sob o jugo da lei, mas sim serem guiados pelo Espírito. Eles fazem parte das promessas de Abraão não pela observância da Lei, mas pela graça do Sangue de Cristo. Paulo diz;..."Se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará" (capítulo 5:2).

Nota de o Caminho: A argumentação de Paulo é contra a circuncisão (a lei das ordenanças) e não esta falando da Lei Moral. Leia Gl 5:6. Veja que Paulo era totalmente contra a circuncisão no vs 11.

Em ambas situações, Paulo deixa claro para judeus e gentios que a justificação dos pecados e a salvação do homem só é possível através do Sangue do Cordeiro. E a Lei não tem poder em si mesma para remissão. Mas ele jamais sugeriu que os judeus não precisariam mais observar a Lei dos Mandamentos, como tentaram acusá-lo naquele tempo (em Atos 21 a lei em discussão era a das ordenanças – nazirado – e como “juramento”, foi cumprido) e muitos que se dizem cristãos, nos dias de hoje, tentam fazê-lo novamente. Tanto para seus acusadores no passado, quanto para seus acusadores nos dias atuais, Paulo deu testemunho público - como nos mostra o capítulo 21 de Atos - de que o judeu não deve deixar de ser judeu (isto é, deixar de cumprir a lei, uma vez que o ato da circuncisão é irreversível) por crer em Yaohushua, estando debaixo da graça...

Nota de o Caminho:  Justamente por esta confusão (falta de entendimento) é que congregações que se dizem judaica-mesiânicas são extremamente judaizantes (usando kipá, cobrindo a cabeça para orar e guardando as tais de 613 leis – só falta voltarem a sacrificar, se bem que algumas pregam a necessidade de se reerguer o templo) ao ponto de inaugurarem sinagogas para judeus e congregações para o que eles chamam, erroneamente de goyins.

A situação atual da Igreja

As Escrituras nos deixam claro que a Igreja de Cristo é composta de judeus, gentios e arameus (das nações). Todos, fazendo parte do mesmo Corpo, e tem como Salvador o mesmo Mestre: "...Há um só ETERNO, Pai de todos (judeus, gentios e “gregos”), o qual é sobre todos, por todos e em todos..."... Há um só Corpo e um só Espírito". (Ef 4:4-6). Todas esta exortações de Paulo, ao longo de suas cartas, têm um objetivo: manter unida a Igreja de Cristo em amor. Nos dias de hoje, a Igreja de Cristo se defronta com os mesmos problemas da Igreja do primeiro século:

- Pessoas pregando que judeus devem deixar a Lei (aqui a dos Mandamentos);

- Judeus pregando que as pessoas devem se tornar judeus;

- Pessoas (das nações) desprezando os judeus e a Israel, dizendo que "a igreja substituiu Israel nos planos do ETERNO”;

- Judeus desprezando tais pessoas assim como a gentis, afirmando que os mesmo não são mais participantes dos planos do ETERNO como Seu povo, e outros absurdos mais...

Minha pergunta é: Por que? Se estamos tendo os mesmo problemas da Igreja Primitiva, temos, pois, acesso a todas as soluções e explicações, pois assim nos ensinaram os apóstolos. Por que a Igreja se fecha e se recusa a buscar na Palavra os verdadeiros ensinamentos? Por que doutrinas de homens têm mais importância e valor do que a doutrina dos apóstolos e dos profetas? Por que o povo que se diz cristão não checa na palavra aquilo que lhes é ensinado? Por que a Igreja dá mais importância a interpretações pessoais dos textos bíblicos do que aos próprios textos bíblicos? Por que divergimos tanto entre nós, se temos a mesma Bíblia? Por que?

Se nos conformarmos com esta situação, a Igreja continuará distante dos ensinamentos de Cristo e sem comunhão. Os judeus continuarão esquecidos e desprezados pelos que se dizem "filhos do ETERNO". Doutrinas de homens continuarão a tomar o lugar da doutrina dos apóstolos e dos profetas, e o Corpo continuará vivendo no "cada um por si e o ETERNO por nós!" Isto está errado! Essa não é a vontade do ETERNO. Voltemos, meus irmãos, ao princípio! Façamos, novamente, da maneira que era antes, da maneira como foi criado, do modo como nos foi ensinado. A Palavra do ETERNO é simples e eficaz. Comparemos a realidade de nossas "igrejas" com o que nos foi ensinado por Yaohushua e Seus apóstolos. Era assim (como hoje é), no início? Era assim, nas cartas de Paulo e no livro de Atos? Não! O Corpo, atualmente, encontra-se contaminado com doutrinas e tradições pagãs – principalmente a trindade e a imortalidade da “alma” – que não provêm do ETERNO e de Seus ensinamentos. E parte d’queles que se dizem "crentes", continuam ignorantes nas escrituras e recém-nascidos na fé (a grande maioria provenientes de um falso batismo – trindade ou em um falso nome). E, como a água que escorre, estes são levados a acreditar em qualquer louco que lhes pregue qualquer absurdo! Muitos buscam seus próprios interesses e se esquecem do maior de todos os mandamentos: "Ama ao teu próximo como a ti mesmo..."

Pecamos, meus irmãos, por não conhecermos ao ETERNO a quem servimos. Achamos que estamos fazendo a vontade do ETERNO, e estamos seguindo os Seus planos, mas Ele está longe de nós. Ou melhor, nós escolhemos estar longe dEle por não seguirmos o que diz a sua Palavra. Mas, o Pai, por misericórdia aos Seus, ainda assim nos abençoa e transforma tudo o que é maldição em benção. Que esta eterna misericórdia do ETERNO em nossas vidas não nos torne acomodados a ponto de aceitarmos a situação em que vivemos; mas que ela nos abra os olhos, a fim de enxergarmos a verdadeira vontade dEle para o Seu povo. Que a Igreja de Yaohushua se arrependa, e se volte, novamente, para a Sua face; seguindo a Sua Palavra e cumprindo os Seus propósitos. Que os ensinamentos para a Igreja contido no livro de Atos e nas cartas de Paulo, e, principalmente, no evangelho do nosso Messias, sejam realidades em nossas vidas nos dias de hoje - com a mesma unção, a mesma simplicidade, a mesma doutrina, o mesmo amor e, principalmente, o mesmo YAOHUH UL – o Criador ETERNO.

..."E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. E em toda a alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos. E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e fazendas, e repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. E perseverando unânimes todos os dias no Templo, e partindo o pão em casa [distribuindo], comiam juntos com alegria e singeleza de coração. Louvando ao ETERNO, e caindo na graça de todo o povo. E todos os dias acrescentava o Messias à Igreja aqueles que se haviam de salvar." (Atos 2:42-47

 

Origem dos Hebreus

O que sabemos sobre o povo Hebreu deve-se, sobretudo às informações da Bíblia, principalmente do Antigo testamento; mas pesquisas arqueológicas e obras de historiadores judeus muito têm esclarecido os estudos sobre os Hebreus.

Segundo o livro Gênesis do Antigo testamento, Taré, juntamente com sua família, abandonou a cidade de Ur, na Mesopotâmia (atual Iraque), e desceu em direção ao sul, pelas margens do Eufrates. Taré era membro de uma tribo semita, grupo étnico descendente de Sem (filho do lendário Noé). Hoje, os semitas compreendem dois importantes povos: os Hebreus (judeus) e os árabes. Com a morte de Taré, a liderança dessa tribo nômade ficou com Abraão, que, segundo a tradição, recebeu inspirações divinas para ir com seu povo até Canaã (região da Palestina), a Terra prometida.

O povo Hebreu, também conhecido por judeus ou israelitas, é o povo da Antigüidade que possui o maior e mais fiel número de registros históricos, sendo a Bíblia Sagrada (originada na Toráh) sua fonte de informações mais precisa, e auxiliadora no encontro de vários achados arqueológicos. Como vimos acima, o princípio deste povo esta em Sem, pai dos povos Semitas. Conforme a Bíblia, Sem teve por filhos: Elam, origem dos islamitas, Assur, origem dos assírios, Arfaxade, origem dos caldeus, Lude e Arã. Arfaxade gerou a Heber, origem da nomenclatura "hebreu" e também seu fundador, da descendência de Heber veio Tera, pai de Abrão, que nasceu na cidade de Ur dos caldeus.

Inicialmente os hebreus viviam na Mesopotâmia. Abrão, porém, recebeu um chamado do ETERNO e partiu com sua esposa, Sarai e seus servos; Lót, sobrinho de Abrão incorporou-se à sua tribo.

Abrão chegou à região da Palestina, terra de ocupação Cananéia, por volta de 2000 a.M., nesta região viveram como semi-nômades. Esta região, porém, foi assolada por grande fome. Abrão, rico e próspero pastor, tomou sua tribo e retirou-se para o Egito, onde permaneceram por um breve período. Ao sair do Egito, Lót e Abrão separaram-se. Lót instalou-se na região de pastagens do rio Jordão, mais tarde fixou-se na região de Sodoma (hoje, Mar Morto). Abrão mudou-se para Canaã, nesta ocasião recebeu uma revelação do ETERNO: "Ergue os olhos e olha desde onde estás para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente, porque toda essa terra que vês, eu ta darei, a ti e à tua descendência, para sempre." (Gênesis 13.14-15).

Abrão, agora Abraão, mudou-se para a região de Hebrom, onde levantou um altar ao ETERNO.

Quedorlaomer, rei do Elam, formou acordo com Anrafael (nome que identifica Hamurabi – o mesmo do código...), rei de Sinear (região que posteriormente veio a ser conhecida como Babilônia), Arioque, rei de Elasar e Tibal, rei de Goim (termo que deu origem a goyins – pessoas das nações após o Jordão), e subjugou os cananeus por doze anos. Quedorlaomer conquistou os Refains, os Zuzins e os Emins. Derrotou também os Amalequitas e os Amorreus.

Os reis Bera de Sodoma, Birsa de Gomorra, Sinabe de Admá, Semeber de Zeboim e o rei de Zoar, colocaram-se contra Quedorlaomer e seu aliados. O rei do Elam os venceu na batalha do vale de Sidim, os reis vencidos fugiram para as montanhas, os vencedores tomaram em cativeiros os povos vencidos e levaram as riquezas destes; Ló, sobrinho de Abraão, foi levado juntamente em cativeiro. Abraão, já muito próspero, comandou 318 guerreiros de sua tribo, venceu Quedorlaomer e resgatou os despojos de guerra e os cativos, incluindo seu sobrinho Ló.

Abraão não possuía descendente, Sarai, estéril, deu a Abraão sua escrava egípcia, Agar, para que com esta Abraão viesse a ter descendentes. Deste ajuntamento nasceu Ismael dos quais, hoje, descendem os Árabes...

Abraão, já com idade bastante avançada, gera com sua esposa Sarai (agora Sara), conforme promessa do ETERNO, um filho ao qual chama de Isaac. Isaac casa-se com Rebeca, sobrinha de Sara, e tem dois filhos, os gêmeos Esaú e Jacó, este último tem mudado seu nome para Israel, nome ao qual seus descendentes até o dia de hoje são conhecidos. Já de Esaú, hoje descendem os Palestinos... (Jer 49:8-10).

Entre 1700 e 1500 a.C., mais povos penetraram na região adaptando-se às condições sócio-econômicas locais. A ocupação da região pelos hebreus foi sistematizada por Jacó, que depois veio a se chamar Israel. O atual povo hebreu descende desses patriarcas.

O Egito e o Êxodo

O Egito – delta do Nilo - oferecia melhores condições de sobrevivência que a Palestina. Para lá rumou Jacó (Israel), com parte da população dos hebreus. No Egito, os hebreus permaneceram longos anos (profetizado nas Escrituras), trabalhando para o faraó. Nos primeiros 100 anos não eram escravos, pois podiam viver juntos, criar seus filhos e preservar sua língua e seus costumes; após isto (sob nova dinastia egípcia), tornaram-se escravos e pouco a pouco sofreram as influencias do paganismo... Mesmo assim, alguns ocupavam importantes posições no governo.

A permanência dos hebreus no Egito coincidiu com o período de invasão dos Hicsos. Após a expulsão destes sob a liderança de Moisés (Mehushua), os hebreus iniciaram a sua "retirada" em direção à palestina (1270 a 1220 a.C.) sob o poder de Yaohushua. Esse foi o lendário Êxodo pelo golfo de Ácaba rumo ao Sinai, na Arábia. A partir daí, guiados pelas iluminações e visões de Moisés, os hebreus voltaram a adorar um só deus, YAOHUHL UL dando os primeiros passos em direção ao monoteísmo.

Organização Social

Após a morte de Moisés, os hebreus chegaram à palestina e, sob a liderança de Josué (Yaosh), conquistaram parte de Canaã. Nessa época, o povo hebreu estava dividido em 12 tribos ("os doze filhos de Israel"). Viviam em clãs compostos pelos patriarcas, seus filhos, mulheres e trabalhadores não livres. O poder e o prestígio desses clãs eram personificados pelo patriarca (sempre o primogênito), e os laços entre esses clãs eram muito frágeis.

Essa divisão em tribos dificultava a melhor condução das lutas contra os antigos habitantes da região, que resistiam à penetração dos israelitas. Com a invasão dos filisteus, a situação tornou-se ainda mais difícil.

Política

Surgiram então, chefes (entre eles, algumas mulheres) de sensíveis qualidades militares e políticas que ficaram conhecidos como juizes: Otoniel, Débora, Gedeão, Sansão e Samuel. Esses juizes, além de combater os filisteus, tiveram que lutar contra os amoritas, povos que se estabeleceram na Transjordânia. O governo dos juizes perverteu-se e impulsionou os hebreus a se organizarem num sistema de governo monárquico, isto, contra as orientações divinas...

Os Reis Hebreus:

Samuel (profeta e último juiz) centralizou politicamente esse povo já unificado religiosamente pelo monoteísmo. Saul (a partir de 1010 a.C.) foi o primeiro rei de Israel.

Com a unção de Davi (1006 a 966 a.C.) como rei dos hebreus, iniciou-se uma fase marcada pelo expansionismo militar e pela prosperidade, Durante esse reinado, foi conquistada Jerusalém (Yaohushua-oleym) para capital do Estado, o que simbolizou a unificação das tribos localizadas no norte e no sul da palestina.

Salomão (906 a 926 a.C.), filho de Davi, desenvolveu o comércio, aumentado a influência do reinado sem recorrer à guerra. Construiu o templo de YAOHUH UL (o Criador ETERNO – YAOHUH é como se lê o tetragrama – YHWH - com o auxílio dos sinais massoréticos). No entanto, o fausto e a riqueza que marcaram seu governo exigiam o constante aumento de impostos, que empobreciam mais e mais o trabalhador, criando um clima de insatisfação entre o povo hebreu. Além de que, Salomão deixou-se levar pelo paganismo de suas esposas (perdendo assim aquela famosa sabedoria dada pelo ETERNO). Foi nestes dias que surgiu o que hoje conhecemos como Maçonaria (construtores do templo advindo do Egito)!

O Cisma Político-Religioso

Os Reinos (ou CASA) de Israel e Judá – Com a morte de Salomão houve a divisão religiosa e política das tribos e o fim da monarquia unificada.

Ao norte foi formado o reino de Israel, composto de 10 tribos que, após disputas internas, chegaram a um acordo em 878 a.C., com a escolha de Onri para rei. Apesar da veneração a YAOHUH persistir, foi introduzido o culto a vários deuses.

Nota de o Caminho: Nas Escrituras, tanto no Velho como no Novo Testamento, devemos discernir quando lemos ISRAEL, pois o contexto pode estar se referindo à nação judaica como um todo (unificado), mas, geralmente é uma referencia às dez tribos do norte que fora espalhadas pelas nações e, biblicamente conhecida por gentios – Isa 9:1. Com vimos, o Messias veio dos gentios (Galiléia)!

O culto e o fausto da corte pesavam sobre os camponeses, que pagavam impostos sempre maiores. Nesse momento. O movimento profético ganhou força. O profeta Elias, por exemplo, defendia as aspirações do campesinato pobre e liderava a oposição à dinastia dos onridas.

Em 842 a.C., Jehu, com o apoio da população oprimida, deu um golpe de Estado e foi ungido rei por Elias. Após um período de confusão, foi novamente restabelecida a ordem, mas em 723-722 a.C. o rei assírio Sargão II invadiu Israel e destruiu a capital Samaria. Concretizavam-se assim as profecias de Amós: Israel seria destruída por um invasor. Israel tornou-se província assíria e grande parte de seus habitantes foi transportada para a Mesopotâmia (Isa 7:17).

Já, o reino de Judá, composto de duas tribos (Judá e Manassés) e com capital em Jerusalém, permaneceu fiel ao monoteísmo. Em meados do século VII a.C., o rei Ezequias (725 a 697 a.C.) aliou-se ao Egito tentando evitar a invasão assíria; mesmo assim, grande parte do território de Judá foi tomada pelos assírios.

Josias (639 a 609 a.C.) conseguiu recuperar parte da independência do reino de Judá. Mas essa região passou então a ser uma área de disputa entre o império babilônico e o egípcio. Nabucodonosor II, rei da babilônia, invadiu o reino de Judá e destruiu Jerusalém e o templo, transferindo o rei e os mais ilustres habitantes da região para a Babilônia. Este episódio é chamado de cativeiro babilônico pela Bíblia, pois ali os hebreus permaneceram durante cerca de 70 anos (profetizado por Isaias 39:9 e Jeremias 25:11).

Decadência e dispersão

Quando o Império babilônico foi vencido por Ciro, rei dos persas, os hebreus foram libertados e boa parte deles, voltaram à região da antiga Jerusalém. Ali ergueram novamente o templo. Paulatinamente, foram eliminadas as diferenciações entre os filhos de Israel e os de Judá, que ficaram genericamente conhecidos como judeus.

NOTA de o Caminho: Durante o período do cativeiro babilônico, os que restaram de Judá (velhos, deficientes e incapazes) se uniram aos que restaram do reino do Norte e durante este período formaram o que as Escrituras chamam de Samaritanos (odiados pelos judeus)... Para aplainar as diferenças, a apostasia e, estarem preparados para receberem o Messias, foi profetizado a daniel que teriam 490 anos – as setenta semanas de Dan 9:24-27 - para mudarem o seu procedimento.

A partir de então os judeus foram dominados por vários povos em expansão. Mas o domínio efetivo da região deu-se em 63 a.M., quando a Palestina foi incorporada a uma potência que dominava quase todo o mundo da época: o império romano, o último reino profetizado em Daniel 2. De início, não houve interferência nas crenças religiosas dos judeus. Mas no ano 70 da nossa era, com a divinização do imperador romano e a recusa dos judeus em reconhecê-lo como tal, foi ordenada a destruição de Jerusalém. Seu povo dispersou-se pelo mundo. A esse fenômeno deu-se o nome de Diáspora (a 2ª das três que ocorreriam, sendo que a última foi a maior e mais nefasta).

Religião e Cultura

A história do povo hebreu não pode ser dissociada da história de sua religião. Há uma ligação tão íntima que se torna difícil falar separadamente de uma delas.

Nem sempre os hebreus foram monoteístas. No início de sua história, YAOHUH Ul era um deus entre muitos. Mas, com o desenvolvimento histórico, YAOHUH foi-se sobrepondo às outras deidades (Êxo 20:3). Os hebreus foram um dos primeiros povos a sistematizar o monoteísmo. YAOHUH exigia reverencia e sacrifícios substituintes, apontando para o Messias Yaohushua e em troca, seria o Todo-Poderoso protetor do povo hebreu.

A primeira codificação do monoteísmo foi dada a Moisés (Decálogo ou Dez mandamentos). Os profetas desempenharam importante papel na religião judaica: reformadores religiosos, pobres, mantiveram o povo de Israel (Jacó) fiel ao culto de YAOHUH. Os profetas mais importantes foram Elias, Oséias e Amós, no reino de Israel; Isaías e Jeremias, no reino de Judá.

Depois dos séculos III e II a.M. começou a expectativa da vinda de um profeta do mesmo porte de Moisés. Ele deveria ser um ungido e tornar-se o Messias, isto é, aquele que salvaria o povo de Ul, libertando-os da escravidão do pecado... Estava nascendo o messianismo em torno de Yaohushua, o Filho de YAOHUH; mas, que sobre a influencia de satanás, resultou no atual cristianismo, uma vertente apostatada do judaísmo messiânico, e que se espalhou por grande parte do globo terrestre...

Apesar da reforma luterana, muito do papismo continuou presente dentro do protestantismo (principalmente a trindade) – Apoc 17:5. Mesmo assim, a produção cultural hebraica está ligada com sua vida religiosa. Salomão escreveu mais de 3000 provérbios, mais de um milhar de cânticos e emitiu opiniões sobre Botânicas e Zoologia. O legado cultural hebreu foi importante para a formação de vários traços da cultura ocidental.

Voltando na História: Abraão e a Origem do Conflito

Abraão é chamado de pai de todos os que crêem. Mas apenas através de Isaque, Jacó e de seus descendentes é que o ETERNO prometeu cumprir a sua intenção de estabelecer o Reino do ETERNO na Terra e oferecer salvação à humanidade. A seguir, veremos como os erros de Abraão geraram um grande conflito que chega até nossos dias, no Oriente Médio. Abraão também é considerado o pai dos árabes.

Abraão é o homem com quem esse conflito árabe/judeu começou. Ele foi uma pessoa singular porque recebeu uma promessa muito especial do ETERNO, o Criador. No capítulo 11 de Gênesis lemos a respeito da tentativa malograda de conseguir uma unidade mundial através da Torre de Babel, que supostamente deveria atingir os céus (um objetivo pagão que continua até hoje a contaminar a crença das pessoas – Sal 115:16). Ali, surgiu Babilônia, uma nação pagã. A solução divina foi confundir-lhes a língua semita e a promessa divina foi dada a Sofonias... 3:9 Pois então darei uma língua pura aos povos, para que todos invoquem o nome do Senhor, e o sirvam com o mesmo espírito (voltaremos a falar uma só língua sobre a terra).

Em Gênesis 12 lemos, então: "Ora, disse o ETERNO a Abrão: Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra" (vv. 1-3).

Não se trata de uma bênção pronunciada por um sacerdote, um profeta ou algum grande dignitário. Esta bênção foi confirmada pela promessa quádrupla dada a Abraão por ninguém menos do que o próprio Criador (UL) do céu e da terra, o eterno que sempre foi, e que é, e sempre será!

Esse homem, Abraão, foi instruído pelo ETERNO a deixar tudo para trás e fazer uma jornada à terra Santa. Ele teve de deixar seu país, sua parentela, até mesmo a casa de seus pais, e viajar para um lugar que lhe era desconhecido. E esse homem confiou no deus vivo, YAOHUH, que lhe havia falado e partiu.

Uma das características singulares de Abraão foi que ele obedeceu naquilo que foi instruído a fazer. Ele creu no CRIADOR e imediatamente agiu. Por esse motivo, lemos no Novo Testamento: "...para vir [Abraão] a ser o pai de todos os que crêem" (Romanos 4.11).

Abraão era um admirável e fiel servo do ETERNO. Ele creu no ETERNO mais do que em qualquer outra coisa. Todavia, em algumas ocasiões, Abraão permitiu que a sua carne corresse em paralelo à sua vida de fé. Por isso o conflito que vemos hoje no Oriente Médio pode ser remontado às origens desse grande patriarca do povo de Israel e dos árabes.

Abraão e os Árabes

A paciência de Sarah, esposa de Abraão, esgotou-se primeiro: "Disse Sarah a Abrão: Eis que o ETERNO me tem impedido de dar à luz filhos; toma, pois, a minha serva, e assim me edificarei com filhos por meio dela. E Abrão anuiu ao conselho de Sarah" (Gênesis 16.2).

Abraão, que tinha (só) 86 anos de idade, teve um momento de fraqueza. Ele se esqueceu do ETERNO e logicamente chegou ao ponto onde também deve ter pensado: "Nós temos de fazer alguma coisa!" Soluções humanas... Pode bem ser que ele tenha concordado com Sarah, julgado ser essa a solução do ETERNO, e deste modo seguido o conselho de sua esposa: "Ele a possuiu, e ela concebeu. Vendo ela que havia concebido, foi sua senhora por ela desprezada" (v. 4).

Obviamente, esse não era o caminho que o ETERNO planejara para dar uma descendência numerosa a Abraão. Imediatamente começaram os problemas. Sarah, a legítima esposa, passou a ser desprezada aos olhos de sua serva Hagar, que deu a Abraão um filho, o seu primogênito, chamado Ismael.

Se Abraão e Sarah reconheceram que aquilo que fizeram estava errado, não há evidência disso nas Escrituras. Treze anos mais tarde, entretanto, o ETERNO falou a Abrão, agora com 99 anos de idade, repetindo novamente a promessa que Ele lhe fizera anos atrás. Foi então que o ETERNO mudou o nome de Abrão para Abraão. Abrão significa "pai das alturas" ou "pai exaltado", e Abraão significa "pai de multidão".

Depois de receber outras instruções, Abraão aparentemente começou a pensar que o ETERNO estava confirmando Ismael como Sua semente escolhida. Ele orou: "...Tomara que viva Ismael diante de ti!" (Gênesis 17.18).

Mas o ETERNO rapidamente o corrigiu: "De fato, Sarah, tua mulher, te dará um filho, e lhe chamarás Isaque; estabelecerei com ele a minha aliança. Aliança perpétua para a sua descendência" (v. 19).

Apesar disso, o ETERNO afirmou muito especificamente que havia ouvido as orações de Abraão a favor de Ismael: "Quanto a Ismael, eu te ouvi: abençoá-lo-ei, fá-lo-ei fecundo e o multiplicarei extraordinariamente; gerará doze príncipes, e dele farei uma grande nação" (v. 20). Mas o Senhor enfatizou que Ismael não era o portador da aliança, mas sim Isaque: "A minha aliança, porém, estabelecê-la-ei com Isaque, o qual Sarah te dará à luz, neste mesmo tempo, daqui a um ano" (v. 21).

A escolha de Isaque, entretanto, não diminuiu a tremenda bênção sobre Ismael. Ismael deveria ser abençoado, ser frutífero, multiplicar-se, não apenas de maneira normal, mas extraordinariamente. Ele seria pai de 12 príncipes e não se tornaria apenas uma nação, mas "uma grande nação". O cumprimento dessa profecia encontra-se em Gênesis 25. Lemos na genealogia de Ismael que dele realmente descenderam 12 príncipes. Ismael, portanto, não deve ser menosprezado ou rejeitado, pois o ETERNO deu a ele e a seus descendentes grandiosas bênçãos e as promessas que acabamos de citar. Entretanto, os descendentes de Ismael tornaram-se inimigos ferrenhos de Israel, descendentes de Isaque, os árabes (veja Salmo 83). E permanecem assim até o dia de hoje.

Nota de o Caminho:  Mesmo sendo posto “fora”, tais descendentes podem muito bem serem enxertados à Árvore, pois as benção do ETERNO sempre contemporizaram os “estrangeiros”...

Outros Descendentes de Abraão

Sarah, a amada esposa de Abraão, deu à luz ao filho da promessa com 90 anos de idade e acabou morrendo aos 127 anos. Após Abraão ter enviado o seu servo para procurar uma esposa para Isaque, o que, incidentalmente, fornece-nos um quadro profético da Noiva de Cristo, achou obviamente que o seu chamado estava completado, que o seu ministério estava concluído.

Depois que Isaque se casou com Rebeca, Gênesis 25 diz: "Desposou Abraão outra mulher; chamava-se Quetura. Ela lhe deu à luz a Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Jocsã gerou a Seba e a Dedã; os filhos de Dedã foram: Assurim, Letusim e Leumim. Os filhos de Midiã foram: Efá, Efer, Enoque, Abida e Elda. Todos estes foram filhos de Quetura. Abraão deu tudo o que possuía a Isaque. Porém, aos filhos das concubinas que tinha, deu ele presentes e, ainda em vida, os separou de seu filho Isaque, enviando-os para a terra oriental" (vs 1-6). Abraão, já em idade avançada, criou outra família!

Pesquisando sobre a genealogia dessa família, descobrimos que os filhos de Abraão com Quetura também se tornaram inimigos ferrenhos de Israel. Portanto, vemos claramente que os árabes em geral, que reivindicam ter Abraão como pai, certamente pertencem à mesma família e estão ligados a Israel via Hagar e Quetura...

Nota de o Caminho:  De Esaú descendem os palestinos... Jer 49:8-10; Oba 1:18.

Nesse contexto, é extremamente interessante observar o que mostrou uma pesquisa recente: Estudo de DNA comprova que judeus e árabes são parentes próximos, como diz a Bíblia: (...) Com uma nova técnica baseada no estudo da descendência masculina, biólogos concluíram que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4.000 anos. Em termos genéticos significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa da Bíblia de que os árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão. Amnao!

 

A origem das 10 tribos dispersas de Israel

Por: Rav. Juda Ben Haim

INTRODUÇÃO:

A separação das 12 Tribos está relatada no livro: I Reis Cap. 12 Vers. 16 a 24. A Tribo de Judá e Benjamin lutam para restituir o reino a Roboão, filho de Salomão; daí se deu a quebra das 12 Tribos de Israel.

Com a morte do Rei Salomão, Roboão seu filho, tomou o trono para governar em seu lugar, mas, Roboão não aceitava os conselhos dos anciãos para tratar o povo com benevolência. Com a insatisfação do povo com o Rei Roboão, seu filho tomou o trono em seu lugar. Roboão fugiu para Jerusalém, juntando a Tribo de Judá e Benjamin para lutar contra as demais tribos, que já era governada por seu irmão Jeroboão.

Assim, 10 Tribos ficaram ao lado de Jeroboão, e 2 ficaram ao lado de Roboão, (a Tribo de Judá e Benjamin). A partir do  Cap. 12 em diante do livro de I Reis, já se consegue compreender como a separação das 12 Tribos afetou o povo de Israel.

Portanto, o povo de Ul é formado por doze tribos, que descendem dos doze filhos de Jacob. Porém, sabe-se que a maioria dos judeus de hoje, em todo o mundo, descendem da tribo de Judá e da tribo de Benjamim, o caçula dos filhos de Jacob. A grande pergunta que acompanha o povo judeu ao longo dos séculos é: o que aconteceu com as dez tribos restantes?

As Dez Tribos foram exiladas durante a Era do Primeiro Templo - aproximadamente há 2500 anos, e estão separadas do restante do judaísmo desde então. Mas ao final, serão redimidas, e juntar-se-ão ao restante do judaísmo?

JerusalémA Cidade querida; promessa para os homens: Jerusalém está edificada nas colinas da Judéia, a cerca de 70 Km do Mar Mediterrâneo, no centro de Israel. O nome da cidade é mencionado centenas de vezes nas Escrituras Sagradas. Jerusalém, do rei Melquisedeque e do Monte Moriá, onde o patriarca Abraão esteve pronto para sacrificar o seu filho; Jerusalém, da capital do reino de Davi, do primeiro templo de Salomão e do segundo templo, restaurado por Herodes; Jerusalém, palco dos profetas Isaías e Jeremias, cujas pregações influenciaram atitudes morais e religiosas da humanidade; Jerusalém, onde o Mashiach Yaohushua peregrinou, foi crucificado e ressuscitou. Jerusalém, sinal dos tempos, relógio do ETERNO.

A história judaica começou com o patriarca Abraão, seu filho Isaque e seu neto - Jacó.

Êxodo - Após 400 anos de servidão, os israelitas foram conduzidos à liberdade por Moisés que, segundo a narrativa bíblica, foi escolhido pelo ETERNO para tirar Seu povo do Egito e retornar à Palestina, prometida a seus antepassados. Durante 40 anos eles vagaram no deserto do Sinai, tornando-se uma nação; lá receberam a Toráh (o Pentateuco, que inclui os Dez Mandamentos). O êxodo do Egito deixou uma marca indelével na memória nacional do povo judeu, e tornou-se um símbolo universal de liberdade e independência. Todo ano os judeus celebram as festas de Pessach (a Páscoa judaica), Shavuot (Pentecostes) e Sucot (Festa dos Tabernáculos) relembrando os eventos ocorridos naquela época e prefigurando o Reino do Messias sobre a terra!

A Monarquia: O rei Davi fez de Israel uma região bem sucedida, assim como as alianças políticas com os reinos vizinhos. Ele organizou as doze tribos israelitas num só reino e estabeleceu sua capital, Jerusalém. Davi foi sucedido por seu filho Salomão que consolidou ainda mais o reino. Salomão garantiu a paz para seu reino, tornando-o uma das grandes potências da época. O auge do seu governo foi a construção do Templo de Jerusalém.

A Monarquia dividida: Após a morte de Salomão uma insurreição aberta provocou a cisão das tribos do norte e a divisão do país em dois reinos: O reino foi dividido em dois: Norte (Israel) e Sul (Judá).O reino setentrional de Israel, formado pelas dez tribos do norte, e o reino meridional de Judá, no território das tribos de Judá e Benjamim.

Em 722 a.M.; os Assírios tomam Samária (capital do Reino do Norte) e dispersa as dez tribos por entre as nações e passam a habitar esta região; restando apenas o reino do Sul

Anos depois, em 587 a.M., os babilônios invadiram o reino do sul e destruíram o Templo de Jerusalém. A maior parte da população foi deportada para o exílio na Babilônia, e somente em 539 a.M., puderam retornar à sua terra. Passaram a ser conhecidos como judeus (palavra derivada de Judá e Judéia) emquanto que os do Reino do Norte (poucos remanescentes) são conhecidos por samaritanos e tornam-se inimigos de Judá!

Mais tarde, em 516 a.c., o Templo foi reerguido. Porém, uma revolta contra os romanos, em 70 d.c., resultou novamente na destruição deste Templo. O Judaísmo passou a ser centrado nas sinagogas e os judeus se dispersaram pelo Mediterrâneo (3a diáspora).

 

DESCOBRINDO AS TRIBOS PERDIDAS: ATRAVESSANDO O RIO SAMBATION

Por James Scott Trimm

Traduzido por Sha'ul Bentsion

Edição de o Caminho

O que aconteceu com as Dez Tribos Perdidas? De acordo com o Midrash Rabá, as Dez Tribos migraram para além de um rio conhecido como "Sambation" (Midrash Rabá, Sh'lach 16) A identidade deste rio até então é um mistério. A primeira dica com relação à identidade do misterioso rio Sambation é também encontrada no Midrash Rabá, que cita Rabi Akiva dizendo:

"... o rio Sambation carrega pedras a semana toda, mas permite que elas descansem no Shabat." (Gênesis Rabá 11:5).

É claro que não há nenhum rio conhecido na terra que descansa no Shabat. Contudo, existe um corpo d'água que de fato parece pelo menos ser a origem para a lenda de um rio que descanse no Shabat. O estreito de Bósforo pode servir como a base para esta lenda pouco usual. O estreito de Bósforo conecta o mar Mediterrâneo com o mar Negro. Esta fina passagem de água era frequentemente chamada por escritores antigos de "rio". Mais importante ainda, por causa das mudanças de corrente entre o mar Mediterrâneo e o mar Negro, a corrente do Bósforo reverte a sua direção, ou até mesmo permanece parada, numa média de uma vez a cada sete dias (fases da lua). Além disto, o efeito deste fenômeno pode durar um dia ou dois.

Este fenômeno pouco usual foi mencionado pelo escritor do primeiro século Strabo: "...o estreito em Bizantio... como Hiparcus reporta, até fica parado algumas vezes..." (Geografia 1:3:12)

Agora, este fenômeno não é regular e não ocorre sempre no Shabat, mas tal fenômeno pode certamente ter dado origem à lenda de um rio que descansa no Shabat. Além disto, a corrente do Bósforo é suficiente para carregar pequenas pedras.

Se as Dez Tribos cruzaram o estreito de Bósforo, então isto indicaria uma migração do Oriente Médio para a Europa.

Tribo de Israel: As doze tribos teriam o nome de dez dos filhos de Jacó. As outras duas tribos restantes receberam os nomes dos filhos de Yossef (José), abençoados por Yaacov como seus próprios filhos. Os nomes das tribos são: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Zebulom, Issacar, Dã, Gade, Aser, Naftali, Benjamim, Manasses e Efraim. Apesar desta suposta irmandade as tribos não teriam sido sempre aliadas, o que ficaria manifesto na cisão do reino após a morte do rei Salomão. Com a extinção do Reino de Israel ao norte, dez das tribos desapareceriam e a determinação do seu destino até hoje é objeto de debate. As outras tribos restantes (Judá, Benjamin e Levi constituiriam o que hoje chama-se judeus e serviria de base para sua divisão comunitária (Yisrael, Levi e Cohen).

 

NAVIOS DE TÁRSIS!

By beithnazarenos@hotmail.com

Edição de o Caminho

Em estudos históricos sobre as promessas messiânicas, sabemos em detalhes o que aconteceu com as doze tribos de Israel após a morte de Salomão; fazendo um resumo temos o seguinte panorama histórico:

1- As dez tribos do norte chamadas de Israel, herdaram esse nome "Israel' em cumprimento da profecia de Jacó em Gênesis 48:16 na qual o novo "nome" do patriarca é transferido para os filhos de José.

2- O primeiro rei de Israel, depois da separação da casa de Judá (I Reis 12:19-20, 21, 23), foi Jeroboão (I Reis 11:29-32).

3- Jeroboão era da tribo de Efraim (l Reis 11:26), estando de acordo com a profecia de Jacó em Gênesis 48:13-14, na qual Efraim recebe a bênção da primogenitura porque é colocado na frente de Manassés. A partir disto, Israel é chamado na profecia como Efraim.

4- Por causa de seus pecados, Israel é afastado da terra prometida; na Palestina ficou somente a tribo de Judá (judeus) [Benjamim e parte de Levi] (II Reis 17:18). Israel foi transportado e exilado para a Assíria (II Reis 17:23-24). Nos anos 722 - 718 antes da era comum, pelo rei Sargão da Assíria.

5- Esse afastamento da terra prometida (Palestina) já tinha sido profetizado em Deuteronômio 32:26.

6- As dez tribos do norte, ou seja, Israel (ou Efraim), perderam sua identidade, perderam seu território e sua língua materna (Isaías 28:11).

7- A casa de Israel foi sacudida (joeirada) entre todas nações, ou seja, Israel foi dispersa entre as nações depois que foram levados cativos para a Assíria devido ao seu paganismo (Amós 9:8-9). Israel (Efraim) se misturaria com os povos (Oséias 7:8, 8:8 e 9:17), perdendo dessa maneira sua identidade. (O cristianismo costuma chamá-los de dez tribos perdidas*). Estes são os verdadeiros goyns (gentios – Isa 9:1).

8 – Porém, sabemos, muitos destas tribos foram viver entre as tribos do sul, tornado-se assim, seus remanescentes...

Nota de o Caminho: Muitos usam tal argumento de que nos dias de Yaohushua já não mais existiam tais tribos por estarem “misturadas” por entre as nações ou entre os de Judá! Isto não é verdade; o próprio Paulo conhecia a sua origem tribal – Rom 11:1. Apocalipse nos revela que os 144.000 (provenientes das 12 tribos) foram selados nos dias de Yaohushua!

Estes oito pontos devem ser salientados e devem ser estudados novamente para que possamos agora entender o que realmente aconteceu após o exílio das dez tribos e principalmente o que aconteceu nessa mistura de Israel com os outros povos.

Nosso estudo é uma análise profunda da matéria e uma apreciação equilibrada e franca dos fatos. Fatos históricos que ainda hoje os estudiosos da Bíblia se negam a ensinar. É sem sombra de dúvida, urgente compreender especialmente para onde as dez tribos se dirigiram após o exílio ou dispersão. Veremos que as dez tribos do norte NÃO SE PERDERAM! É surpreendente, porém, as dez tribos de Israel estão bem perto de nós!

Exilados na Assíria (II Reis 17:22-23), ficaram "muitos anos sem rei" (Oséias 3:4). Quando o império Assírio foi destruído, esse exílio terminou. Para onde eles foram após terminar o exílio? Certamente não voltaram para a Palestina, pois os samaritanos (remanescentes) tinham ocupado suas cidades, (II Reis 17:24). O Exílio Assírio de Israel não deve ser confundido com o exílio Babilônico de Judá que ocorreu cerca de 200 anos mais tarde.

Se pudermos compreender para onde foram as dez tribos, entenderemos a razão pela quais muitos brasileiros têm sangue israelita.

A Viagem Das Dez Tribos

Em Oséias 12:1 encontramos que após ter ficado na Assíria, Israel (não os judeus) tomou o rumo oeste, pois seguia o vento que sopra desde o leste para o oeste.

Quando se fala de Davi, no Salmo 89, se diz que ele estabeleceria seu domínio também sobre o mar; a promessa era: "Porei a sua mão sobre o mar'' (Salmo 89:25). Lendo atentamente Jeremias capítulo 31, percebemos que existe uma gloriosa promessa de restauração para Israel (verso 2), ainda que espalhado entre as nações (verso 10) ele será congregado de novo, e voltarão para o Pai Eterno, com choro e com súplicas (verso 9), pois o Eterno os congregará de novo trazendo-os das extremidades da terra (verso 8). Por isto, notamos que Israel voltará de novo de onde ele foi ficar, ou seja, voltará das "TERRAS LONGÍNQUAS DO MAR". (Jeremias 31:1-10).

Sim! É verdade! Israel, ou seja, as dez tribos do norte, após seu exílio:

1- Seguiram o vento leste indo na direção do oeste. Usaram navios!

2- Se estabeleceram nas terras longínquas do mar. Tornaram-se nações marítimas.

3- Essas terras do mar ficavam nas extremidades da terra.

Veja no mapa a Viagem das dez tribos de Israel.

Quando se diz que seguiram "o vento oeste" (Oséias 12:1) está indicando que usariam o vento, portanto, navios, que na época eram todos a velas, guiados pelo vento. Estava bem claro que eles não retornariam para a Palestina, mesmo que algumas das dez tribos voltassem para a Egito.

"Na terra do ETERNO YAOHUH, não permanecerão; mas Efraim tornará ao Egito..."  (Oséias 9:3 - Veja também Oséias 7:11).

Portanto, saindo da Assíria embarcaram nos navios de Társis, chegando à ilha de Chipre. Os “navios de Társis" já faziam o percurso da Palestina até a atual Espanha e Portugal desde os tempos de Salomão: "Porque o rei Salomão tinha navios que iam a Társis, com os servos de Hirão; de três em três anos, voltavam os navios de Társis, trazendo ouro e prata, marfim, bugios e pavões”. (II Crônicas 9:21 - texto repetido em I Reis 10:22).

Isto significava que Salomão conhecia os reis de Társis e ainda mais, sabia que seguindo o percurso para o norte, saindo de Társis, se chagava às "ilhas", ou seja, ao que hoje são as ilhas Britânicas. O salmo 72 é um Salmo escrito por Salomão, nele ele disse: "Paguem-lhe tributos os reis de Társis e das ilhas...” Salmo 72:10.

No tempo do rei Josafá de Judá, junto com o rei Acazias de Israel, houve uma tentativa de construir navios para viajar até Társis (Espanha e Portugal), tentativa essa que fracassou (II Crônicas 20:35-37). A destruição desses navios está também relatada no Salmo 48:7. No tempo do profeta Isaías também se conheciam os navios de Társis (Isaías 2:16). Com certeza esses navios ancoravam no porto de Tiro e faziam escala na ilha de Chipre (Isaías 23:1 - veja também Atos 27:4 e 7). Portanto, está bem claro que seguindo o vento oeste, embarcando nos navios de Társis, estas dez tribos chegaram primeiro a Chipre, de onde algumas tribos desceram para o Egito e se estabelecem nas cidades de Put e Lude, pois era costume viajar de Tiro para Chipre e de Chipre para o Egito (Isaías 23:5­6). [Veja o mapa acima]. Tenha em mente estas duas cidades no Egito: Pul e Lude, pois serão importantes na profecia relacionada com a promessa e com o fim.

Abrindo um parêntesis lembramos que Jonas, tentando fugir do ETERNO embarcou para Társis (Jonas 1:3). A Bíblia Sagrada, versão dos monges Maredsous (Bélgica) 106a Edição Claretiana, 1996, explica que Társis refere-se à Espanha, portanto, à península Ibérica, incluindo Portugal...

Olhando atentamente o mapa citado, comprovamos que, partindo de Chipre, um outro grupo das dez tribos, na sua viagem para Társis, decidem não continuar e vão para o norte, se estabelecendo nas cidades de Tubal e Java na região que hoje conhecemos como Grécia. Guarde na memória estes dois nomes, pois assim, como Pul e Lude no Egito, serão importantes no entendimento posterior de surpreendentes profecias. Profecias estas que nunca chegaram ao conhecimento dos estudantes das Escrituras, mas que agora são reveladas aos sinceros de coração.

Soprados Para a Itália

Seguindo sua viagem para Társis, outras tribos, de entre as dez, ficaram na península itálica, e ali se estabeleceram, especialmente a tribo de Naftali. É interessante notar que a palavra Naftali pode ser dividida por uma raiz: NâPhâH (lê-se: Nafa), que significa: soprar, como faz o vento; o vento que sopra as velas de um navio, e outra palavra que seria: Itali, que deu origem ao nome Itália. Acreditavam os habitantes desta região que literalmente eles foram “soprados para a Itália” (NâPhâH-ITaLi). Portanto, a verdade é que todos os italianos têm sangue israelita.

NOTA: Quando um dos generais de Alexandre foi para esta região, ali já existia um povo próspero!

Israel Chega A Társis

Após deixarem a tribo de Naftali na atual Itália, o resto das tribos continuou sua viagem para Társis (atual Espanha e Portugal), atravessando o estreito de Gibraltar se estabelecendo no porto de Cádiz [Veja o mapa na página seguinte]. É interessante notar que o nome deste lugar tem sua origem na palavra hebraica KâDheSh (lê-se: Cadech) e é um verbo que na sua modalidade Qal, significa: ser santo. Acreditavam os israelitas que nessa nova terra seriam ainda o povo santo (Êxodo 19:5). Note-se ainda que perto de Cádiz está a cidade de Jeres, nome também de origem hebraica, pois é um verbo hebraico cuja raiz  YâRaSh, e YeReSh, que significa: herdar, tomar posse de, fazer herdar. Acreditavam as tribos exiladas que agora estavam herdando uma nova terra para tomar posse.

Seguindo o curso do rio Guadalquivir, chegamos na cidade de Sevilha (Sevilla) que antes desse nome tinha o nome de Itálica. Nome, sem dúvida, que foi colocado em homenagem a tribo de Naftali que tinha ficado na Itália. O próprio rio Guadalquivir tem sua origem em GhâDhôL-QeBheR (significado = grande sepultura, pois o rio lhes lembrava o Mar Vermelho, no deserto, que tornou-se "grande sepultura" para seus inimigos. (Êxodo 14:28-31). Poderíamos nos estender explicando as origens hebraicas de muitos outros lugares na Espanha e Portugal, mas acreditamos que para os puros de coração estes exemplos são suficientes para entender que parte das dez tribos de Israel se estabeleceram nessa região.

Pescadores recolhem um barco na praia portuguesa de Nazaré

Região que nas Escrituras Hebraicas é Conhecida como Társis

Os navios de Társis levaram os filhos de Israel para a região que hoje conhecemos como Espanha e Portugal. Portanto, podemos concluir com toda certeza que muitos dos descendentes dessas localidades tem sangue Israelita. Sabemos que a profecia que foi dada a José incluía a colonização, pois ele “como ramo frutífero junto à fonte; seus galhos se estendem sobre o muro” (Gênesis 49:22). Essa é a razão pela qual Espanha e Portugal “estenderam” seus territórios para a colonização da América, criando várias colônias “alem de seus muros” (fronteiras). Portanto, de Portugal e Espanha, vieram para o Brasil (e Missões do Sul) e do Brasil, devido à inquisição, para os EUA (Nova York).

Os Filhos de Israel Chegam às “Ilhas”

 

 

 

 

 

 

 

Os navios de Társis levaram os filhos de Israel ainda mais para o norte, seguindo a costa de ­Társis chegaram algumas das tribos até "as ilhas''. Um fato significativo é a origem do nome inglês British: (Inglaterra). A palavra hebraica para aliança é BeRîTh (lê-se: Brith). A casa de Israel é o povo da aliança. Em Juízes 8:33 e 9:4 se usa a palavra "aliança" como nome próprio unido ao nome "Baal". Na Bíblia da Sociedade Bíblica do Brasil, 2a Edição, 1993, encontramos este nome aportuguesado, mas não traduzido: “Baal-berit" e significa: "ídolo da aliança".

 A palavra hebraica para homem é ‘îSh (lê-se: Ich), em inglês a terminação "ish', significa "de" ou "pertencente a" (uma nação ou pessoa). A palavra para indicar "homem da aliança" seria, portanto, "Brit-ish" que em inglês corresponde ao gentílico Britânico. Será que é só uma coincidência? Ou será uma verdade que o original povo da aliança seja o gentílico British e viva hoje nas British Isles (ilhas Britânicas).

A casa de Israel, ou as dez tribos, que muitos acreditam estarem "perdidas" na verdade estão ali, presentes, porém misturadas. Vejamos outros exemplos: Em Gênesis 21:12 é narrado que "por Isaque será chamada a tua descendência". Como se cumpre essa profecia? Em Amós 7:16, os israelitas são chamados "casa de Isaque". Como descendentes de Isaque são filhos de Isaque (em inglês, Isaac's sons), Tirando o “I” inicial fica o nome moderno Saac's sons ou em escritura aportuguesada: Saxões. Muitos confundem os anglo-saxões com os antigos saxões ou germanos que ainda vivem na Alemanha; mas, os saxões alemães derivam seu nome de uma palavra antiga do idioma alto-alemão, Sahs que significa: "espada".

Falando de Efraim, o ETERNO disse em Jeremias 31:20-21, para estabelecer sinais, marcas ou "marcos", fincando pontes, pelo caminho por onde passar, certamente uma tribo de Israel, após o seu exílio na Assíria deixou sua marca junto ao caminho. Essa tribo foi a de Dã (em hebraico: Dan). Um país chamado: Dan-mark = “a marca de Dan”, ou seja, Dinamarca (aportuguesado). Portanto, podemos encontrar as dez tribos cumprindo exatamente a surpreendente profecia que encontramos em Oséias 7:8-9 – “Efraim (Israel) se mistura com os povos e é um pão que não foi virado. Estrangeiros lhe comem a força E ELE NÃO O SABE”. Muitos, por não dizer quase todos, não sabem que são descendentes de israelitas, tanto Italianos, espanhóis, portugueses, alemães, dinamarqueses, ingleses, irlandeses, e outros, ignoram que de uma maneira ou outra chegará um dia, e esse dia chegou, em que serão chamados a prestar conta de seu sangue israelita, pois o Eterno Criador tem um projeto, ou plano de restauração para esses povos e seus descendentes. Apoc 7:1-4.

A Promessa de Restauração Para os Filhos de Israel

O Salvador não voltará antes de cumprir-se uma profecia que fala em RESTAURAÇÃO. É verdade! Confira na leitura de Atos 3:20-21. Note-se que a restauração é "de todas as coisas", e, salientamos este ponto importante que se encontra no verso 21. Essa restauração foi profetizada "pelos santos profetas desde a antiguidade".

Quando o Salvador comissionou aqueles que Ele escolheu, lhes recomendou que procurassem de preferência as "ovelhas perdidas de Israel" (Mateus 10:6). Lembremos que Israel eram as dez tribos, que tinham como capital Samaria, que foram exilados para a Assíria. Israel era diferente do outro reino, diferente dos judeus (descendentes da tribo de Judá, ou reino do sul, com capital em Jerusalém). No tempo do Messias as dez tribos já estavam dispersas entre as nações, por essa razão, Yaohushua as chama de "perdidas" (literalmente, devido à apostasia). Os apóstolos deveriam, portanto, cumprir essa missão indo "até os confins da terra" (Atos 1:8 – Paulo, mais do que ninguém cumpriu esta missão) - Por que? Porque era lá, nos confins da terra que se encontravam, e ainda se encontram, os descendentes das dez tribos, espalhadas pela Espanha, Portugal, Inglaterra, Dinamarca, Alemanha Itália, Egito, Grécia, Américas, etc. Era nestes países que se encontravam as "ovelhas perdidas de Israel". O que ninguém compreende é que ainda estão lá. Esta é mais uma razão para entendermos que os 144.000 são os israelitas dos dias de Yaohushua, resgatados pelos apóstolos, como primícias!!!

Como a Restauração foi Profetizada

Voltemos nossa atenção "para os santos profetas que falaram desde a antiguidade" sobre a Restauração (Atos 3:21). Usaremos o texto: Bíblia Sagrada, revista e atualizada no Brasil, Sociedade Bíblica do Brasil, edição de 1993. Vejamos o que falou o profeta Jeremias no capítulo 31. Confira na sua própria Bíblia.

Versículo 1 - "Naquele tempo", ou seja, no tempo do fim ou tempo de Restauração a promessa disse que nesse tempo, "YAOHUH será o Eterno "para Todas as tribos de Israel que voltarão a ser Seu povo". Ele será Pai, não só dos judeus, descendentes de uma única tribo (Judá), porém de "TODAS AS TRIBOS DE ISRAEL (aqui Jacó)", incluindo as tribos dispersas.

Versículo 2 - Fala de um "resto" "que logrou (alcançou) graça no deserto" - Quem são eles? São as tribos que foram para o Egito e se estabeleceram em Pul e Lude (Isaías 66:18-20) – veja mapa na página 2.

Versículo 7 - Certamente o Pai YAOHUH salvará seu povo, porém, salvará somente o remanescente (restante – Rom 11:1-5, 25-26), o que sobrou, ou seja, os eleitos entre os descendentes (nos dias de hoje) das tribos que uma vez tinham morado nas regiões montanhosas de Efraim, antes de ser exilados para a Assíria (versículo 6).

Versículo 8 - O Eterno vai trazer de volta até aqueles que ficaram na "terra do norte" “nas extremidades da terra” (norte da Palestina) - Quem são eles? São aqueles que se estabeleceram na Alemanha e Dinamarca (ver mapa na página 2). O texto esclarece que é um convite divino, o mesmo último convite que encontramos em Mateus 22:9-10.

Versículo 9 - Notamos que as nações, que devem ouvir a mensagem de Restauração são aquelas que estão "nas terras longínquas do mar" para onde Israel e seus descendentes foram "espalhados". Agora, neste tempo, o Pai deseja ser o Seu Pastor. Como descendente de israelita, você está disposto a ouvir esta mensagem? Está disposto a aceitar o último convite divino?

Versículo 19 - Notamos a necessidade urgente de ensino, de instrução, de educação, pois sem este elemento fundamenta (sem ensino) não poderá haver conversão, nem arrependimento. Portanto, o alicerce da restauração é a instrução, devemos educar para uma conversão realmente verdadeira. Qual é então o apelo?

Versículo 22 - "Até quando andarás errante...?" Chegou à hora de deixar de andar errante, procurando APENAS religiões de emoções, sem ensino, sem instrução. Está na hora de se voltar para a Restauração prometida que educa para uma verdadeira conversão. O desejo do Eterno é "restaurar" (palavra encontrada neste texto). Será que você aceitará este apelo? Ou ficará indiferente, ou até rebelde, contra a vontade divina?

Versículo 25 - Ele, O Eterno YAOHUH, depois que você aceitou a Restauração, só Ele, então "satisfaz a alma cansada, e conforta a alma desfalecida"

Versículo 31 - A Restauração traz a compreensão correta da RENOVADA ALIANÇA. Aliança que foi feita com Israel, isto é com seus descendentes eleitos, aliança na qual você está incluído se for um eleito de Israel (versos 31, 35, 36, 37 – ou mesmo um estrangeiro). Veja também Isaías 41:1-6.

Isaías 66:18-22 - Note-se com especial atenção que o Eterno deseja "ajuntar (unificar) as nações e línguas" mesmo dentro do Seu governo que fará através de Seu Filho, o Messias, durante o milênio terreal. Para fazer isso o Eterno Pai, YAOHUH UL, colocou, neste tempo um SINAL entre elas. Porém, o mais importante é que "ALGUNS DOS QUE FORAM SALVOS" entrarão em contato com os descendentes de israelitas espalhados pelo mundo, para anunciar a GLÓRIA DO ETERNO. (nota). Inicia-se então a:

RESTAURAÇÃO!

Percebemos que a região de Társis é a primeira a ser mencionada. Por que? Devido à importância que essa região tem na profecia, o que significa que a restauração deveria iniciar-se com os descendentes dos povos da região de Társis (Espanha e Portugal). Dai a importância do Brasil na profecia, pois somos descendentes em sua maioria, dessas regiões colonizadoras. O Eterno tem um plano todo especial, para iniciar a Restauração profetizada entre os descendentes de Társis, Ele escolheu primeiro descendentes israelitas da Espanha e Portugal até finalmente atingir os "confins da terra" (Atos 1:8). É você descendente de Társis (goym)? Está você disposto a participar desta sagrada missão, está disposto a ser instruído e educado na verdade do ETERNO para levar aos filhos de Israel a mensagem de Restauração final? Aceita você o último convite divino? (Mateus 22:9-10). Se sua resposta é afirmativa, então, que o ETERNO Pai YAOHUH UL lhe abençoe.

(nota) O SINAL entre as nações é claramente identificado em Isaías 19:18-20, como sendo a "Língua de Canaã" ou seja, o hebraico (Sof. 3:9). Língua em que foram escritas as profecias mais importantes das Escrituras. A GLÓRIA DO ETERNO é Identificada em muitas passagens das escrituras como sendo SEU NOME que nas Escrituras vem na forma de um tetragrama  () e que com o auxílio dos sinais massoréticos, sabemos ser YAOHUH – João 17:22 cf. vs 11-12. Solicite este estudo sobre o Nome!!!


PROFECIAS A RESPEITO DAS TRIBOS DISPERSAS:

Ezequiel 36:17-27  Filho do homem, quando a casa de Israel habitava na sua terra, então eles a contaminaram com os seus caminhos e com as suas ações. Como a imundícia de uma mulher em sua separação, tal era o seu caminho diante de mim. Derramei, pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra, e porque a contaminaram com os seus ídolos; e os espalhei entre as nações, e foram dispersos pelas terras; conforme os seus caminhos, e conforme os seus feitos, eu os julguei. E, chegando às nações para onde foram, profanaram o meu santo nome, pois se dizia deles: São estes o povo do Eterno, e tiveram de sair da sua terra. Mas eu os poupei por amor do Meu Santo Nome, que a casa de Israel profanou entre as nações para onde foi. Dize portanto à casa de Israel: Assim diz o Eterno Criador: Não é por amor de vós que eu faço isto, o casa de Israel; mas em atenção ao Meu Santo Nome, que tendes profanado entre as nações para onde fostes; e eu santificarei o Meu Grande Nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; e as nações saberão que eu sou o Criador, diz o Eterno, quando eu for santificado aos seus olhos. Pois vos tirarei dentre as nações, e vos congregarei de todos os países, e vos trarei para a vossa terra. Então aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias, e de todos os vossos ídolos, vos purificarei. Também vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne. Ainda porei dentro de vós o Meu Espírito [Yaohushua], e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis as minhas ordenanças, e as observeis.

Jeremias 31:10 - Ouvi a palavra do ETERNO, ó nações, e anunciai-a nas longínquas terras marítimas, e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho.

Miquéias 2:12 - Certamente te ajuntarei todo inteiro, ó Jacó; certamente congregarei o restante de Israel; pô-los-ei todos juntos, como ovelhas de Bozra; como rebanho no meio do seu curral, farão estrondo por causa da multidão dos homens.

Miquéias 4:6- 7 Naquele dia, diz o ETERNO, congregarei a que coxeava e recolherei a que eu tinha expulsado e a que eu tinha maltratado. E da que coxeava farei a parte restante, e da que tinha sido arrojada para longe, uma nação poderosa; e o ETERNO reinará sobre eles no monte Sião, desde agora e para sempre.

Será que nós, que estamos sendo chamados pelo Eterno para a restauração de Israel, somos essa parte restante ???!!!

Resumo sobre as Dez Tribos perdidas: As Dez Tribos foram exiladas durante a Era do Primeiro Templo - aproximadamente há 2500 anos, e estão separadas do restante do judaísmo desde então. Mas ao final, serão redimidas, e juntar-se-ão ao restante do judaísmo - na era do Mashiach.

Este ensaio dirige-se às várias opiniões no Talmud a respeito do destino das Dez Tribos, e a grande dúvida: As Dez Tribos realmente voltarão?

Retornemos ao início: Mais de 1000 anos antes das Dez Tribos serem exiladas, o amado filho de Yaacov – Yossef –  foi raptado pelos irmãos e vendido como escravo. Finalmente, após muitos anos de separação, reuniu-se novamente com seu pai e irmãos. A Torá descreve como Yossef revelou sua identidade a seus irmãos: "Yossef não conseguiu se refrear... e ele chorou em alta voz" (Bereshit 45:1-2).

Este fenômeno se repetiria em escala muito maior - com os filhos de Yossef juntamente com outras tribos. Yossef representa as Dez Tribos, pois a capital das Dez Tribos era no Monte de Efraim (Yirmiyáhu 31:5), e Efraim era filho de Yossef.

Esta reunião será triste: "Com choro eles virão, e com misericórdia eu os levarei" (Yirmiyáhu 31:8). O profeta Yechezkel (37:19-22) fala sobre esta reunião:

"Estou levando o bastão de Yossef, que está na mão de Efraim, e as tribos de Israel - seus amigos, e os colocarei no bastão de Yehudá, e os transformarei em um só bastão, e serão um na minha mão... Estou levando os filhos de Israel das nações às quais eles foram, e os reunirei de toda parte e os trarei à terra deles. E os transformarei em uma só nação, na terra, nas montanhas de Israel. E um rei reinará sobre eles, e não serão mais duas nações, e não mais se separarão em dois reinos."; i.e., até agora, tem havido separação dentro do judaísmo. A princípio, na forma de dois reinos e mais tarde foram completamente separados. Quando Mashiach chegar, o ETERNO nos transformará "em uma só nação e não mais seremos divididos em duas nações."

Rabi Akiva – As Dez Tribos não voltarão: Embora aparentemente seja claro que as Dez tribos retornarão, quando consultamos estas fontes, vemos que não é tão simples como parece. Citemos o Mishná em Sanhedrin (110b):

"As Dez Tribos não retornarão como foi dito (Nitsavim 29:27) 'E Ele os jogou a uma terra diferente como este dia'. Assim como o dia passa e jamais voltará, eles também serão exilados para nunca mais voltarem". Estas são as palavras de Rabi Akiva.

"Rabi Eliezer disse: 'Assim como o dia é seguido pela escuridão, e a luz mais tarde retorna, assim também ficará 'escuro' para as Dez Tribos. O ETERNO por fim os tirará de suas trevas.'"

Dessa maneira, temos duas opiniões a respeito do destino das Dez Tribos. O Talmud menciona um ponto de vista adicional, que afirma que o destino das Tribos depende de seu comportamento. "Rabi Shimon ben Yehudá de Kfar Ako diz em nome de Rabi Shimon: 'Se seu comportamento continuar da maneira que é hoje (este dia) eles não retornarão. Se eles se arrependerem, na certa retornarão.'"

Representantes de cada Tribo: Comecemos com uma análise da opinião de Rabi Akiva, de que as Dez Tribos ficarão perdidas para sempre. Tal opinião exige uma explicação: se o judaísmo consiste inteiramente de duas tribos remanescentes (Yehudá e Binyamin), como podem os versículos referirem-se à união da "Árvore de Yehudá" e da Árvore de Yossef". Além disso, o profeta Yechezkel falou em dividir a Terra de Israel entre 12 Tribos.

Abarbanel explica (Yeshuot Meshicho 1:4): Na época de Rabi Akiva, as Dez Tribos tinham estado perdidas por mais de 600 anos, e não havia a mínima pista sobre se ainda existiam.

Considere: Se as Dez Tribos tivessem ainda permanecido leais ao judaísmo, por que não teriam enviado pelo menos um mensageiro a Jerusalém durante a Era do Segundo Templo - para verificar os rumores de que os judeus tinham retornado ao seu país e reconstruído o Templo?

Este argumento convenceu Rabi Akiva de que as Dez Tribos devem ter se assimilado às nações pagãs e não seriam mais consideradas como parte do povo judeu (os goyns).

E a respeito das profecias que implicam que todas as tribos existirão na Era Messiânica, Rabi Akiva poderia argumentar que, enquanto a maioria das Dez Tribos foi exilada e jamais retornará, algumas podem ter escapado e hoje vivem entre nós. Dessa maneira, teremos representantes de todas as Tribos Perdidas, e as profecias serão realizadas através deles.

As Dez Tribos voltarão: Após discutir a opinião de Rabi Akiva, discutiremos o ponto de vista oposto de Rabi Eliezer (que é aceito pela lei judaica) - de que as Dez Tribos retornarão.

O Talmud explica que esta opinião é baseada no versículo (Yeshayáhu 27:13) "e será naquele dia, um grande shofar será tocado, e os desgarrados virão da terra de Ashur" - este versículo refere-se às Dez Tribos que foram exiladas para a terra de Ashur (Assíria).

Resta um ponto ainda a ser esclarecido: Amos (5:1-2) disse em referência às Dez Tribos: "Escute isso, sobre o qual estou pranteando: A Virgem de Israel caiu, e jamais se levantará". Como Rabi Eliezer explicaria as palavras "e jamais se levantará?"

Uma explicação possível é que "não se levantará" como uma entidade independente, mas se levantará como uma entidade totalmente dependente do reino de Yehudá.

Túneis subterrâneos e o Monte das Oliveiras: O Midrash nos diz que as Dez Tribos foram exiladas em três locais: algumas foram exiladas para o país atrás do Rio Sambation (como vimos anteriormente). Outro grupo foi exilado para uma terra "distante" atrás do Rio (este país tinha o dobro da distância para Israel que o primeiro país; o terceiro grupo foi "engolido” em Rabesla).

O Midrash descreve então o modo pelo qual alguns do Terceiro Grupo, que foram engolidos, retornarão: "O ETERNO lhes fará túneis subterrâneos e viajarão através deles, até chegarem ao Monte das Oliveiras em Jerusalém. O Messias estará no Monte fazendo com que se parta, e as Dez Tribos emergirão do seu interior." (Yalkut Shimoni, Yeshayáhu 469).

Obviamente, o Midrash não deve ser entendido ao pé-da-letra, ao contrário, está se referindo ao exílio espiritual que este grupo agora suporta, e a transformação espiritual pela qual passarão quando Mashiach chegar:

As Dez Tribos foram levadas ao exílio e "engolidas", i.e., esqueceram-se totalmente de sua identidade judaica, como se tivessem sido "engolidos" por alguma força externa. Sua energia permanece apenas na forma potencial. Quando Mashiach vier, o ETERNO os levará través de "túneis", simbolizando o processo de refinamento, e os levará até o Monte das Oliveiras - uma montanha que fora originalmente dedicada ao cultivo de frutas - um símbolo de energia potencial. Finalmente a montanha se partirá, e eles emergirão - sua identidade judaica re-emergirá do atual estado de "potencial" e será plenamente realizada.

Os judeus do Afeganistão: A Torá menciona a cidade de Meda como uma das localizações do exílio assírio das Dez Tribos de Israel. A maioria entende esta área como sendo a região ao noroeste do Irã chamada Kurdistão.

Quando se considera a possibilidade do povo deste exílio vagando para o Norte e Leste, então isto se aplicaria às Tribos de Israel que viviam nas Montanhas do Cáucaso, entre o Mar Cáspio e o Mar Negro, o que inclui as áreas da Armênia, Geórgia, Azerbaidjão e Daguistão (áreas de Khazar nos tempos antigos). Uma expansão a leste além do Mar Cáspio inclui as áreas do Usbequistão, Bukara e Turkmenistão. Partindo destas áreas, é muito fácil deslocar-se no rumo Sul até o Afeganistão, Índia, Paquistão, bem como chegar até a China.

Se alguém viajar da área de Meda ou Hamadã, ainda mais longe no rumo Leste, cruzando as Montanhas do Passo Khayber, chegará à fronteira do atual Afeganistão. Lá, deparamos com uma vista assombrosa. Há muitos homens numa tribo com nomes como Yusuf: Yusufzai, Yusufuzi, Yusufzad, etc., que se dizem oriundos das Tribos Perdidas.

Yusuf significa Yossef e Yusufzai quer dizer filhos de Yossef. As tribos de Yossef são as tribos de Efraim e Manashe, que são uma parte das Dez Tribos Perdidas de Israel. Também chamam a si mesmos Bnei Israel, que significa filhos de Israel. Diz sua tradição que foram levados para longe de seu antigo país de origem. Anteriormente foram pastores, em busca de pasto para os animais, mas desistiram da vida nômade e assentaram-se em aldeias comunitárias. Os yusufzai - que vivem no Afeganistão têm costumes dos antigos israelitas e os pathans - que também vivem no Afeganistão e no Paquistão, mantêm a tradição da circuncisão no 8º dia, têm franjas nas túnicas, respeitam o sábado, observam a kashrut (leis sobre dieta alimentar) e usam tfilin (filactérios), etc.

Tradição israelita na família real afegã: Não apenas os pathans, mas também a Família Real afegã tem uma tradição muito conhecida, reportando a sua origem no Israel antigo, vindos da tribo de Binyamin.

Esta tradição foi primeiramente publicada em 1635, num livro chamado Mahsan-I-Afghani e é freqüentemente mencionado na literatura de pesquisa. De acordo com esta tradição, o rei Saul tinha um filho chamado Jeremia, que tinha um filho chamado Afghana. Jeremia morreu na mesma época da morte do rei Saul e Afghana foi criado pelo rei David, e permaneceu na corte real durante o reinado do rei Salomão.

Aproximadamente 400 anos mais tarde, numa época de desordem em Israel, a família de Afghana fugiu para um país chamado Gur, na parte central do Afeganistão. Eles estabeleceram-se lá e fizeram negócios com o povo da região, e no ano 662, com o advento do Islã, os filhos de Israel em Gur converteram-se ao profeta com sete representantes de Afghan, O líder dos filhos de Israel era Kish, como o nome do pai de Saul.]

De acordo com esta tradição, Maomé os recompensou e o nome hebraico Kish foi mudado para Arab-A-Rashid, recebendo a incumbência de divulgar o Islã entre seu povo. Estas são as raízes da Família Real Afegã. Assim, a Família Real Afegã tem a tradição de Israel antigo - a tribo de Binyamin.

Judeus afegãos: Embora a maioria dos integrantes do oficialmente extinto Talebã jamais tenha visto um judeu, o Afeganistão tinha, até pouco tempo, uma florescente comunidade judaica.

Em época tão recente quanto o início do século 20, mais de 40 mil judeus na verdade ali viviam em paz, afirma Ken Blady, um educador judeu, escritor e conferencista sobre o tema de judeus em áreas remotas do mundo.

Hoje, porém, diz o residente de Berkeley e autor de Comunidades Judaicas em Locais Exóticos, existem lá apenas dois judeus remanescentes. Quando o Talebã subiu ao poder em meados dos anos 90, o Afeganistão - que certa vez fornecera imunidade aos judeus contra os muçulmanos xiitas da Pérsia - carecia muito de judeus.

"Os judeus podiam ser encontrados no Afeganistão desde os primeiros tempos bíblicos", afirma Blady, um estudioso e aficionado da história que conduziu grande parte de sua pesquisa em Israel, através de entrevistas com eruditos. Visitar o Afeganistão sob o governo do Talebã não serviria para esclarecer muita coisa, acrescenta ele. "É possível que tenham chegado ali com a dispersão das Dez Tribos de Israel, em 722 a. M. Muitos acabaram indo para lá após a destruição do Primeiro Templo”.

Quando Genghis Khan invadiu o Afeganistão no início do século 13, e "demoliu totalmente aquele que era um país adiantado com universidades liberais e de prestígio", também aniquilou uma grande parte dos judeus que lá viviam. Porém, mais tarde, eles começaram a retornar aos poucos, principalmente no século 19, quando os xiitas tentaram convertê-los à força.

"Na Pérsia eles tiveram uma opção, entre a espada e a conversão ao Islã", diz Blady. "O Afeganistão não era tão intolerante. Os judeus não podiam ser convertidos à força". Entretanto, os judeus, cristãos e zoroastristas eram constantemente lembrados de sua inferioridade. Não tinham permissão de construir uma sinagoga mais alta que uma mesquita, e não podiam montar cavalos, "que estavam reservados para as classes superiores."

A maioria dos judeus trabalhava em artesanato, tingindo tapetes, ou como ambulantes, importadores e exportadores. "Tinham um lugar rígido na sociedade, e geralmente eram protegidos pela lei. Assim como você não chutaria um cachorro, não chutaria um judeu", observa o pesquisador.

Com a antiga e longa conexão dos judeus ao Afeganistão, não é surpresa total que os colonizadores britânicos certa vez notassem "algo invulgarmente judaico nos afegãos," diz Blady. "Eles usavam cachos e xales, e diz-se mesmo que acendiam velas nas sextas-feiras à noite". Dezenas de nomes e costumes pashtuns parecem judaicos, desde os nomes das tribos pashtuns, Naftali e Asheri, até o costume pashtun de uma chupá (pálio) nupcial e a circuncisão dos filhos no oitavo dia após o nascimento.

Mas apesar desta amálgama de tradição judaica, Blady afirma ser falsa a alegação de algumas das tribos afegãs muçulmanas, de que são descendentes das Dez Tribos Perdidas. O povo pashtun, do qual o Talebã fazia parte, por exemplo, alega que eram judeus que foram convertidos ao Islã por conselho de um outro judeu convertido ao Islã, um discípulo de Maomé, durante o século oitavo, diz ele. Afirmam que a cidade de Cabul "simboliza Caim e Abel" e que o nome Afeganistão é derivado do neto do Rei Saul da tribo de Binyamin, Afghana.

Blady diz que isso é mitologia. "Eles são arianos, curdos, iranianos, e de forma alguma são semíticos," afirma ele. Eles criaram esta mitologia sobre si mesmos para dominar outros povos - para dizer que, quando todos os outros eram primitivos e bárbaros, eles já eram monoteístas". Blady diz que esta ascendência ariana deve-se em parte à época em que os nazistas tentaram estabelecer solidariedade com os afegãos durante a Segunda Guerra. "Eles começaram a jogar panfletos dos aviões para criar inimizade e tensão para com os judeus." Muitos foram massacrados. Outros fugiram para Bombaim, ou para Israel (antes de sua independência), para a Itália, Inglaterra e os Estados Unidos, com a ajuda de várias organizações judaicas. As poucas centenas de judeus remanescentes no Afeganistão depois da 2ª Guerra Mundial saíram quando os soviéticos invadiram o país em 1979. "Quando o Talebã chegou ao poder, havia apenas uma família judia restante. Então, há mais ou menos dois anos, eles também conseguiram sair." Teria então restado apenas dois judeus ali...

Este material foi pesquisado e coletado dos sites do Beit Chabad do Brasil (www.chabad.org.br), uma instituição religiosa judaica mundial, de Arimasa Kubo, um estudioso cristão japonês (www.new-tradition.org/) e no artigo escrito por Aleza Goldsmith no Boletim Judaico do Norte da Califórnia - EUA.

...Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem, João 10:14.

 

JUDEUS NO BRASIL

Depois do Batismo Forçado em Portugal, no ano de 1497, foi permitido aos cristãos-novos (os judeus recém-batizados) permanecerem em Portugal, pois, oficialmente, já não eram mais judeus, eram agora católicos. Muitos continuaram a praticar o judaísmo secretamente, o que constituiu uma heresia. Em 1531, com a nomeação do primeiro Inquisidor de Portugal, estabeleceu-se a Inquisição Portuguesa. Essa instituição tinha por finalidade identificar e punir os indivíduos que traziam a heresia para dentro da Igreja Católica e contaminavam os seus correligionários. Nesse grupo de indivíduos se enquadravam os praticantes de feitiçaria, de crimes de natureza sexual (bigamia e sodomia), protestantes e, principalmente, judaizantes.

Com a descoberta do Brasil, uma grande leva de cristãos-novos estabeleceu-se nas terras recém-descobertas. O historiador Egon Wolf diz: “Não há dúvida que cristãos-novos – como foram designados os recém-convertidos – começaram a chegar ao Brasil a partir de 1507, quando a sua emigração do reino foi permitida”. (WOLF, Egon e Frieda. Fatos Históricos e Mitos da História dos Judeus no Brasil. p. 16) Esses imigrantes trouxeram consigo crenças e costumes judaicos, os quais seriam transmitidos a seus descendentes..

Assim, preocupado com a disseminação de práticas judaicas e com o estado espiritual dos habitantes da Colônia, o Santo Ofício, enviou em 1591 um Visitador, um oficial encarregado de recolher indícios, depoimentos, acusações e até suspeitos de judaísmo.

Egon Wolf, explica que “o fato de terem passado quase cem anos desde o batismo forçado até a chegada do primeiro Visitador e a falta de rabinos e conhecedores das leis judaicas – nem existiam mais livros a respeito – explica que os conhecimentos de cerimônias e práticas do judaísmo se tornavam bastante rudimentares. Sabia-se algo sobre o shabat, sobre feriados, proibição de comer carne de porco ou peixes sem escamas, mas a maior parte dos preceitos já eram esquecidos ou foi observado até erradamente”. (ob. cit. p. 16) Como exemplo disso, o mesmo autor cita a celebração do Yom Kipur, o Guijpur ou Dia Puro, que era comemorada por alguns no 11o. dia após a lua nova de agosto e por outros no de setembro. Isso se devia ao fato de desconhecerem um calendário judaico.

Entre os costumes criptojudaicos denunciados estava o hábito de “fazer esnoga”, isto é, de se reunirem para celebrações religiosas judaicas. “Esnoga” é a palavra em português arcaico para “sinagoga”, templo religioso judaico. No engenho de Camarajibe, em Pernambuco, a três léguas de Olinda, se reunia para essas celebrações um grande número de cristãos-novos. O sinal convocando os membros dessa comunidade secreta para o ajuntamento era uma pessoa que passava pela vila com um pé descalço e um pano amarrado ao dedão do pé. Essa pessoa era chamada de “o campainha”. Foram denunciados como campainhas Tomás Lopes, alfaiate; João Nunes, mercador; e Jorge Dias Caia, calceteiro. Este último foi identificado pelos denunciantes como sendo o sacerdote dos judeus.

Em Salvador, um grupo de mais de dez pessoas – que formava um minian, o número de homens adultos necessário para o início das rezas – costumava se reunir nas noites de sextas-feiras na casa de Gonçalo Nunes. Uma outra “esnoga secreta” se protegia bem: enquanto uns membros rezavam em seu interior, outros vigiavam à porta para informar se estranhos se aproximavam. Uma acusação revelou que nessa sinagoga chegou-se inclusive a celebrar um casamento segundo a tradição judaica.

Em uma outra casa, criptojudeus se reuniam nas sextas-feiras à noite teoricamente para jogos de cartas, mas de fato para rezas. A guarda do Shabat (ou Sábado) era um dos costumes mais comuns e fáceis de observar. Entre os que o faziam estão: Bento Teixeira, o autor da Prosopopéia, cristão-novo, homem muito culto, que ensinava leitura e escrita, foi acusado de que “em todos os sábados o dito mestre não fazia escola”; Branca Dias, que além de não trabalhar aos sábados, vestia nesses dias a melhor vestimenta que tinha, jantava mais cedo, e comia um prato diferente do que comia nos demais dias da semana.

Muitos dos costumes judaicos que se perpetuaram eram referentes ao cotidiano das pessoas, aos usos domésticos, o que permitia que eles passassem de uma geração a outra com tal naturalidade que sequer os indivíduos se davam conta da origem deles. Foi esse o caso, por exemplo, das irmãs Isabel, Luíza e Maria Casal, que não comiam coelho nem enguia, o que constitui um preceito judaico que lhes fora ensinado pela mãe, a meia cristã-nova, Grácia Fernandes. O uso de azeite, ao invés da banha de porco, era considerado também uma prática de judaísmo. Branca Dias e Beatriz Mendes foram acusadas por usarem azeite no preparo de seus alimentos.

Eram comuns as denúncias de que quando algumas pessoas houvessem jogado fora toda a água dos potes de suas casas quando alguém havia falecido nelas. Quando uma cristã-nova de nome Violante Dias faleceu, sua enteada cortou-lhe as unhas das mãos e dos pés, lavou-a e em seguida lhe amortalhou. Sua família, nos oito dias seguintes, não comeu carne, somente peixe. Foram comuns as acusações de amortalhamento e de pedido dos moribundos que fossem enterrados em terra virgem. A esposa de Gaspar Dias da Vidigueira, residente em Porto Seguro, na Bahia, foi acusada em 1591 de ter levado sua filha a uma ermida abandonada e oferecido dois pombos, passados quarenta dias do nascimento desta. A Lei de Moisés prescreve que a mulher, quarenta dias depois de dar à luz, deve ir ao templo e mandar sacrificar animais para se purificar.

Esses são alguns casos de indivíduos do povo judeu e praticantes do judaísmo no Brasil que foram delatados ao Santo Ofício. Citar todos seria no mínimo uma tarefa extensa e desgastante, pois são dezenas de milhares…

Manhattan poderia ter sido no brasil
Por Fábio Altman

Em que outra cidade do planeta alguém abre uma firma com o nome de “Shleppers” (carregadores, em tradução do idiche) e todo mundo sabe que se trata de uma empresa de mudança? Henri Sobel, presidente do rabinato da Congregação Israelita Paulista, costuma recorrer a essa troça para definir a influência dos 2 milhões de judeus em Nova York. Os milhões, lá atrás, há exatos 350 anos, eram apenas 23 que tinham sido expulsos de Recife. Em 7 de setembro de 1654, esses excluídos desembarcaram em Nova Amsterdã, então entreposto da Companhia das Índias Holandesas na Ilha de Manhattan – ali ajudariam a erguer a metrópole, a fundar a Bolsa de Valores, a dar nova cara ao comércio. Tinham deixado o Brasil em 16 naus, rumo a Amsterdã. No caminho, um dos navios foi saqueado. Detidos na Jamaica, os viajantes foram resgatados por um pirata francês. Os quatro casais, duas viúvas e treze crianças chegaram aos EUA sem nada. Fugiam dos portugueses que, em Pernambuco, venceram os 24 anos de domínio holandês e impuseram a perseguição a uma comunidade que abrira a primeira sinagoga das Américas num pedaço de chão que chamaram Rua dos Judeus, entre 1636 e 1654, e hoje é a Rua do Bom Jesus.

Sem espaço no Brasil para exercer o judaísmo – apenas os marranos, como eram chamados aqueles judeus que se declaravam conversos ao cristianismo, poderiam sobreviver – os 23 sefarditas decidiram enfrentar o mar e o futuro. Em Nova York, fundaram uma sinagoga e, de certo modo, um modo de vida na cidade. Ajudaram, sem exagero, a inaugurar também o capitalismo americano. Esses três séculos e meio de história começam a ser celebrados com pompa nos EUA. É um pouco de Brasil numa porção fundamental da sociedade americana. O Centro de História Judaica de Nova York abrigará, até dezembro, a mostra “Pernambuco: Gateway to New York” (Pernambuco: Portão para Nova York), com fotos e montagens em 3-D, organizada pelo Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco. A Biblioteca do Congresso, em Washington, apresentará uma coletânea de documentos raros de seu acervo a respeito desses 350 anos dos judeus na América. Um livro, já lançado no Brasil, A Ilha no Centro do Mundo, de Russell Shorto, narra a épica trajetória da Manhattan holandesa.

Há mais: do lado de cá dessa conexão, a cineasta pernambucana Kátia Mesel dá os retoques finais no longa O Rochedo e a Estrela. Rochedo de Israel é o nome, em português, da primeira sinagoga do Novo Mundo, a Zur Israel, no centro de Recife. O filme relata os anos de judeus e cristãos-novos durante o governo do holandês Maurício de Nassau, até a reconquista portuguesa e o exílio semita. Kátia tem um aforismo curioso no cruzamento dos dois mundos, o de ontem
e o de hoje: “No século XVII, o Recife estava para Nova York assim como Nova York está para o Recife no século XXI”. A capital pernambucana era a cidade mais importante do continente, devido ao seu porto acolhedor e seguro, a proximidade com a Europa e ao comércio de açúcar e pau-brasil, por meio da poderosa Companhia das Índias Ocidentais.

“A saga desses judeus brasileiros rumo a Manhattan é um drama de intolerância”, diz a historiadora paulista nascida na Polônia, Anita Novinsky, do Laboratório de Estudos da Intolerância da USP. “Foram expulsos pelo anti-semitismo português, tiveram vida dura com o governador de Nova Amsterdã, a Nova York de então, Peter Stuyvesant, e só venceram porque transformaram suas vidas em sinônimo de luta pelos direitos humanos, pela liberdade da palavra e pela liberdade do comércio.” Fundaram a Congregação Shearit Israel, a primeira estabelecida nos EUA, e a transformaram num centro de idéias revolucionárias. Muitos dos membros da comunidade, é verdade, passaram a traficar escravos da África negra – muitos outros, cabe ressaltar, gritaram pela abolição. Há, entre eles, heróis da guerra de independência de 1776. Além dos três mercadores, descendentes daquele grupo pioneiro – Benjamin Mendes Seixas, Ephraim Hart e Alexander Zuntz – que foram os pais da Bolsa de Valores de Nova York. “Os judeus expulsos do Brasil abriram uma sinagoga nos EUA, difundiram idéias de livre pensar e, no limite, inventaram uma metrópole”, diz Henri Sobel. “Pode-se dizer que a coragem deles diante da adversidade foi a gênese da moderna Nova York.”

Fonte: Isto é - dinheiro  15/09/2004.

 

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